De partidos, de democracia e da política; Por Paulo Elpidio de Menezes Neto

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“Candidatos de partidos menores têm chances mínimas de vitória. Os eleitores tendem a durecionar os seus votos para canfidatos mais fortes que possuem chances reais de ganhar”, da conhecida “Lei de Duverger”, “Partidos Politicos”, Maurice Duverger, Éditions Points, Paris, 1962,

Paulo Elpidio de Menezes Neto

Após a vigência do Estado Novo, quando do reingresso da nossa combalida nave na atmosfera democrática, os usineiros constitucionais de Getúlio Vargas conceberam uma estratégia inteligente. Restauraram o PSD, ungido pelas bênçãos do liberalismo de efeito e criaram um partido dos trabalhadores, o PTB, sem trabalhadores, feito de lideranças sindicalistas tradicionais.

O PSD foi entregue a um almirante sem navio nem esquadra, Amaral Peixoto, genro do dr. Getúlio. O PTB coube a um vizinho próximo, em São Borja, fazendeiro e bacharel como o seu amo.

Castelo Branco, marechal letrado, com algumas leituras esparsas em língua francesa, sonhou com uma república bipartidária e, animado pelos seus ideais, dei-lhe forma sob o registro de ARENA e de MDB. O primeiro com lugar cativo para os revolucionários de 1964, senadores biônicos e outros figurantes feitos políticos e ministros; o segundo, destinado a abrigar intelectuais e cidadãos, sob suspeita ideológica, amostra representativa da população mais influenciada pelo progressismo socialista.

Com a redemocratização, em 1988, entre outros penduricalhos partidários foram costurados dois partidos de ponta: um “partido dos trabalhadores” puro sangue o PT, e um grupelho de intelectuais paulistas, reunidos no PSDB, inspiração doutoral de professores da USP, herdeiros aplicados da social-democracia e da Escola de Frankurt…

Nesta democracia “relativa”, por demais relativa a que chegamos, pulverizamos as nossas controvérsias e produzimos 37 micro-partidos, associados em uma poderosa associação de interesses. De tantos, 18 queixam-se de esquerda, o restabte aceita a figura de manada de um rebanho com raízes arraigadas no Brasil republicano profundo que chamamos de “Centrão”.

Daria tudo e maus alguma coisa, confesso, para conhecer a reação do “jurisconstitucionalista” Chico Campos diante da criatividade dos seus coleguinhas “posmodernos”. Dele dizia-se que quandoa lâmoado do seu gabinete acendia, as instituições do Estado tremiam…

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