
Por que importa: a Universidade Federal do Ceará (UFC) alcançou a 14ª posição no ranking nacional de depósitos de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), consolidando-se como uma das instituições que mais transformam pesquisa científica em ativos de inovação no Brasil.
Os números:
- Foram 44 patentes de invenção depositadas em 2025.
- A UFC ficou em 14º lugar nacional entre todas as instituições brasileiras.
- Dez depósitos foram realizados em parceria com outras universidades e empresas, incluindo a Petrobras.
Detalhe: Recentemente, a UFC celebrou um marco no campo da inovação com a conquista de sua 90ª carta-patente. Concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em dezembro passado, o título confere direitos de propriedade industrial acerca de um novo material cerâmico para o melhoramento da eficiência em dispositivos que operem na região de microondas, como antenas e radares. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem) da UFC, tendo como inventor principal o professor Antônio Sérgio Bezerra Sombra, do Departamento de Física.
O contexto: patentes são um dos principais indicadores da capacidade de uma instituição gerar conhecimento com potencial de aplicação econômica e social. Quanto maior o número de depósitos, maior tende a ser a produção de soluções que podem chegar ao mercado, à indústria e aos serviços públicos.
Onde a UFC está inovando
Os pedidos de patente abrangem áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do País:
- Química;
- Saúde;
- Energias renováveis;
- Tecnologia da Informação;
- Engenharia Agrícola;
- Ciência e Tecnologia de Alimentos;
- Biomassa;
- Engenharias.
Na prática, isso significa que a produção científica da universidade está avançando em setores ligados à transição energética, transformação digital, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
O que explica o resultado
Segundo a Pró-Reitoria de Inovação e Relações Interinstitucionais (Prointer), o desempenho reflete o amadurecimento do ecossistema de inovação da instituição e o fortalecimento das políticas de proteção da propriedade intelectual. A coordenadora de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia, Cláudia do Ó Pessoa, avalia que a posição da UFC entre as quinze maiores depositantes do País demonstra a capacidade da universidade de aproximar pesquisa acadêmica e setor produtivo. O objetivo é transformar resultados científicos em tecnologias capazes de gerar novos negócios, startups, spin-offs e aplicações industriais.
Além da pesquisa
O ranking evidencia uma transformação silenciosa que ocorre nas universidades brasileiras. Historicamente voltadas à produção de conhecimento científico, instituições como a UFC passaram a atuar também como agentes de inovação, criando mecanismos para que descobertas realizadas em laboratórios possam chegar ao mercado. Nesse processo, a patente funciona como uma ponte entre a pesquisa e a atividade econômica.
O que diz a UFC
Para o pró-reitor de Inovação e Relações Interinstitucionais, José de Paula Barros Neto, a presença da universidade entre as líderes nacionais em depósitos de patentes é resultado de um trabalho contínuo de incentivo aos pesquisadores. Segundo ele, o aumento dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação amplia naturalmente as oportunidades de geração de novas tecnologias e registros de propriedade intelectual.
O que observar
O avanço da UFC ocorre em um momento em que inovação, tecnologia e economia do conhecimento ganham peso crescente na competitividade dos estados. Mais do que um indicador acadêmico, o número de patentes revela a capacidade de transformar ciência em desenvolvimento econômico, atração de investimentos e geração de empregos qualificados.
Em resumo: ao alcançar a 14ª colocação nacional em depósitos de patentes, a UFC reforça seu papel como um dos principais centros de inovação do Nordeste e amplia sua presença no mapa brasileiro da pesquisa aplicada e da transferência de tecnologia.
| Rank | Instituição | Depósitos de Patentes | Participação |
|---|---|---|---|
| 1 | STELLANTIS Automóveis Brasil Ltda | 225 | 3,2% |
| 2 | Petrobras | 172 | 2,4% |
| 3 | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | 94 | 1,3% |
| 4 | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) | 84 | 1,2% |
| 5 | Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | 73 | 1,0% |
| 6 | Universidade de São Paulo (USP) | 65 | 0,9% |
| 7 | Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) | 62 | 0,9% |
| 8 | Instituto Hercílio Randon | 53 | 0,8% |
| 9 | Universidade Federal de Viçosa (UFV) | 53 | 0,8% |
| 10 | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | 53 | 0,8% |
| 11 | Universidade Federal da Paraíba (UFPB) | 52 | 0,7% |
| 12 | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) | 50 | 0,7% |
| 13 | Universidade Federal de Sergipe (UFS) | 49 | 0,7% |
| 14 | Universidade Federal do Ceará (UFC) | 44 | 0,6% |
| 15 | Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (SENAI Bahia) | não informado no trecho enviado | não informado |
Destaque: entre as universidades federais do Nordeste, a UFC aparece entre as líderes nacionais em depósitos de patentes, atrás apenas de UFCG, UFRPE, UFPB, UFPE e UFS no ranking geral do INPI.






