UFC entra no Top 15 nacional de patentes e reforça posição como polo de inovação

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A pesquisa da 90ª carta-patente foi desenvolvida no Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (LOCEM) da UFC (Foto: Guilherme Silva/UFC Informa)

Por que importa: a Universidade Federal do Ceará (UFC) alcançou a 14ª posição no ranking nacional de depósitos de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), consolidando-se como uma das instituições que mais transformam pesquisa científica em ativos de inovação no Brasil.

Os números:

  • Foram 44 patentes de invenção depositadas em 2025.
  • A UFC ficou em 14º lugar nacional entre todas as instituições brasileiras.
  • Dez depósitos foram realizados em parceria com outras universidades e empresas, incluindo a Petrobras.

Detalhe: Recentemente, a UFC celebrou um marco no campo da inovação com a conquista de sua 90ª carta-patente. Concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em dezembro passado, o título confere direitos de propriedade industrial acerca de um novo material cerâmico para o melhoramento da eficiência em dispositivos que operem na região de microondas, como antenas e radares. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem) da UFC, tendo como inventor principal o professor Antônio Sérgio Bezerra Sombra, do Departamento de Física.

O contexto: patentes são um dos principais indicadores da capacidade de uma instituição gerar conhecimento com potencial de aplicação econômica e social. Quanto maior o número de depósitos, maior tende a ser a produção de soluções que podem chegar ao mercado, à indústria e aos serviços públicos.

Onde a UFC está inovando
Os pedidos de patente abrangem áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do País:

  • Química;
  • Saúde;
  • Energias renováveis;
  • Tecnologia da Informação;
  • Engenharia Agrícola;
  • Ciência e Tecnologia de Alimentos;
  • Biomassa;
  • Engenharias.

Na prática, isso significa que a produção científica da universidade está avançando em setores ligados à transição energética, transformação digital, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

O que explica o resultado
Segundo a Pró-Reitoria de Inovação e Relações Interinstitucionais (Prointer), o desempenho reflete o amadurecimento do ecossistema de inovação da instituição e o fortalecimento das políticas de proteção da propriedade intelectual. A coordenadora de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia, Cláudia do Ó Pessoa, avalia que a posição da UFC entre as quinze maiores depositantes do País demonstra a capacidade da universidade de aproximar pesquisa acadêmica e setor produtivo. O objetivo é transformar resultados científicos em tecnologias capazes de gerar novos negócios, startups, spin-offs e aplicações industriais.

Além da pesquisa
O ranking evidencia uma transformação silenciosa que ocorre nas universidades brasileiras. Historicamente voltadas à produção de conhecimento científico, instituições como a UFC passaram a atuar também como agentes de inovação, criando mecanismos para que descobertas realizadas em laboratórios possam chegar ao mercado. Nesse processo, a patente funciona como uma ponte entre a pesquisa e a atividade econômica.

O que diz a UFC
Para o pró-reitor de Inovação e Relações Interinstitucionais, José de Paula Barros Neto, a presença da universidade entre as líderes nacionais em depósitos de patentes é resultado de um trabalho contínuo de incentivo aos pesquisadores. Segundo ele, o aumento dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação amplia naturalmente as oportunidades de geração de novas tecnologias e registros de propriedade intelectual.

O que observar
O avanço da UFC ocorre em um momento em que inovação, tecnologia e economia do conhecimento ganham peso crescente na competitividade dos estados. Mais do que um indicador acadêmico, o número de patentes revela a capacidade de transformar ciência em desenvolvimento econômico, atração de investimentos e geração de empregos qualificados.

Em resumo: ao alcançar a 14ª colocação nacional em depósitos de patentes, a UFC reforça seu papel como um dos principais centros de inovação do Nordeste e amplia sua presença no mapa brasileiro da pesquisa aplicada e da transferência de tecnologia.

Rank Instituição Depósitos de Patentes Participação
1 STELLANTIS Automóveis Brasil Ltda 225 3,2%
2 Petrobras 172 2,4%
3 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 94 1,3%
4 Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) 84 1,2%
5 Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 73 1,0%
6 Universidade de São Paulo (USP) 65 0,9%
7 Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) 62 0,9%
8 Instituto Hercílio Randon 53 0,8%
9 Universidade Federal de Viçosa (UFV) 53 0,8%
10 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 53 0,8%
11 Universidade Federal da Paraíba (UFPB) 52 0,7%
12 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 50 0,7%
13 Universidade Federal de Sergipe (UFS) 49 0,7%
14 Universidade Federal do Ceará (UFC) 44 0,6%
15 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (SENAI Bahia) não informado no trecho enviado não informado

Destaque: entre as universidades federais do Nordeste, a UFC aparece entre as líderes nacionais em depósitos de patentes, atrás apenas de UFCG, UFRPE, UFPB, UFPE e UFS no ranking geral do INPI.

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