
O Hamas anunciou, nesta segunda-feira (6), a dissolução do órgão responsável pela administração da Faixa de Gaza, encerrando quase duas décadas de governo no território.
A decisão abre caminho para que a gestão civil seja transferida ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), estrutura criada para assumir a administração pública da região no contexto das negociações de paz.
Comitê deve assumir administração
Em nota divulgada nas redes sociais, o Conselho da Paz, presidido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que avaliará os acontecimentos em Gaza “por meio de ações, não de promessas” e afirmou esperar a conclusão das negociações necessárias para que o NCAG assuma plenamente a autoridade governamental.
O chefe do comitê, Ali Shaath, declarou que o grupo está preparado para exercer suas funções assim que houver condições para o início dos trabalhos.
Medida é considerada simbólica
Embora represente um gesto político relevante, a dissolução é considerada, por enquanto, uma medida principalmente simbólica.
O anúncio sinaliza disposição do Hamas em deixar a administração civil de Gaza, em linha com o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos. No entanto, permanece sem definição a questão do desarmamento do grupo, considerada um dos principais pontos pendentes das negociações.
Hamas governava Gaza desde 2007
O Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007, quando assumiu o poder após confrontos com o movimento palestino rival Fatah.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo entre Hamas e Israel, em outubro do ano passado, a organização vinha afirmando que aceitava deixar a administração do território, embora continuasse sem acordo sobre o futuro de sua estrutura militar.
Segundo o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, a decisão busca eliminar “pretextos para a ocupação”, ao mesmo tempo em que acusa Israel de manter a ofensiva militar na região.






