Ceará concentra três das 10 cidades mais violentas do Brasil; Maranguape lidera pelo 2º ano seguido

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Maranguape. Foto: Reprodução

O fato: O Ceará voltou a concentrar três dos dez municípios com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do Brasil em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Maranguape permanece na primeira colocação pelo segundo ano consecutivo e foi o único município do país a superar a marca de 100 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.

Maranguape lidera pelo segundo ano consecutivo

De acordo com o levantamento, Maranguape registrou taxa de 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, acima das 80 registradas em 2024. Maracanaú aparece na terceira posição do ranking nacional, com taxa de 80,7, enquanto Caucaia ocupa o sétimo lugar, com 66,6 mortes por 100 mil habitantes.

As dez cidades mais violentas do país estão localizadas no Nordeste. Além dos três municípios cearenses, a lista reúne cinco cidades da Bahia — Eunápolis (2º), Porto Seguro (4º), Simões Filho (5º), Jequié (6º) e Juazeiro (10º) —, além de Cabo de Santo Agostinho (PE), em oitavo, e Santa Rita (PB), em nono.

Entre os municípios cearenses com mais de 100 mil habitantes, Sobral também figura entre os primeiros colocados do levantamento, na 11ª posição nacional, com taxa de 54 mortes violentas por 100 mil habitantes. Itapipoca aparece em 28º lugar (41), Crato em 58º (30,2), Fortaleza em 60º (29,9), Juazeiro do Norte em 66º (29,1) e Iguatu em 165º (14,6).

Ceará permanece como o terceiro estado mais violento

No recorte por estados, o Ceará permanece como o terceiro mais violento do país, com taxa de 34,7 mortes violentas por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá (42,5) e da Bahia (36,8). Apesar da posição, o estado registrou redução de 7,5% em relação a 2024, quando a taxa era de 37,5.

O Anuário considera como mortes violentas intencionais os casos de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial. No Brasil, a taxa nacional caiu para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor índice da série histórica iniciada em 2012, com 40.775 vítimas registradas em 2025.

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