Famílias brasileiras mantêm endividamento recorde em agosto, aponta CNC

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O endividamento das famílias brasileiras permaneceu em nível recorde em agosto, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice ficou em 82%, mesmo percentual de julho e o maior patamar da série pelo sétimo mês consecutivo.

Entre as famílias com dificuldades para quitar as contas, também houve piora. A parcela que afirmou não ter condições de pagar dívidas em atraso chegou a 12,5%, maior percentual desde fevereiro. Já o grupo considerado “muito endividado” avançou para 17,4%, enquanto a parcela de famílias “pouco endividadas” caiu para 34,9%.

Cartão de crédito lidera dívidas

Segundo a CNC, cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, crédito consignado, empréstimos pessoais e financiamentos estão entre as principais modalidades responsáveis pelo endividamento das famílias.

O economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, afirmou que o crédito tem sido utilizado para manter o consumo básico, especialmente entre as famílias de menor renda. Segundo ele, o cenário está relacionado ao ambiente de juros elevados, que dificulta a redução do endividamento e mantém os indicadores em níveis historicamente altos.

Inadimplência aumenta

A inadimplência também avançou em agosto, chegando a 29,9%. O prazo médio de atraso subiu para 65 dias, interrompendo uma sequência de três meses de melhora.

Entre os consumidores inadimplentes, 29,1% estavam com contas vencidas entre 30 e 90 dias, maior proporção desde agosto do ano passado.

Outro indicador de pressão financeira também aumentou. Em agosto, 19,2% das famílias afirmaram comprometer mais da metade da renda com dívidas, maior percentual desde março.

Apesar disso, o comprometimento médio da renda permaneceu em 29,5%.

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