
Por Nathália Bernardo
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Depois de 12 anos como secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho não sabe se fica. Ao menos, quando perguntado, escapa com a frase : “quem nomeia secretário é o governador”. A interrogação é posta com frequência, não só a ele, mas também a funcionários da Sefaz. Não é à toa. O pedetista, eleito deputado federal, está há 12 anos no comando na pasta, período em que promoveu avanços importantes no Fisco estadual.
A jornalistas, nesta sexta-feira, 14, Mauro voltou a dar a resposta de praxe. E com ênfase. Dessa vez, no entanto, levantou a possibilidade de “passar uns seis meses lá”, em Brasília. Também citou que esteve em treinamento da Câmara para eleitos e vibrou. “Pensei que fosse sobre processo legislativo, mas era sobre a situação fiscal do Brasil”, disse ele, que se projetou nacionalmente como coordenador do programa econômico de Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial.
Dois secretários da Fazenda. Nesse vai não vai, uma cena que seria estranha aos desavisados sobre o mise-en-scène dos eventos oficiais. Foi na Fiec. À frente da Secretaria desde que Mauro saiu para fazer campanha, João Marcos Maia foi chamado ao palco para assinatura de ato normativo. Mauro Filho também foi convidado. João Marcos, no entanto, estava viajando. “Então o Mauro Filho”, insistiu o cerimonial. Ele assinou, resta saber se foi no campo das testemunhas.







