Com 50 operações e centenas de prisões desde 2016, saiba como funciona a investigação do Ministério Público do Ceará

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Equipe Focus
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A pequena casa que abrigava a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) há alguns anos cedeu espaço para um prédio vistoso e amplo. A mudança da Procap para uma nova sede não foi somente uma maquiagem de infraestrutura. Na verdade, mostra a modernização pela qual passou o setor de investigação e inteligência do Ministério Público em apenas três anos.
Dos dois grupos originários, agora o MP possui quatro órgãos especiais: Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) e o Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc). Todos eles possuem estrutura e pessoal destinados exclusivamente para atuação em investigações.
Segundo o Procurador-Geral de Justiça do Estado, Plácido Rios, a virada aconteceu por volta de 2017. “Quando assumi, tinha como compromisso ampliar e dar condições para estes órgãos e assim tratei de fazer. Investimos mais em estrutura para este setor de investigação e inteligência do MP”, afirma. O salto veio com a parceria entre o MP e os serviços de inteligência do Estado.
Plácido Rios conta que o Nuinc, por exemplo, foi implantado após a grave crise penitenciária ocorrida em maio/2016 no Ceará. Após isso passou a trabalhar quase que exclusivamente investigando crimes que ocorriam dentro das unidades penitenciárias. A partir da parceria com o setor de inteligência da então Secretaria de Justiça, o Núcleo passou a ter outra dimensão. “Ganhamos dimensão na investigação e passamos a ter um quadro mais nítido de como funcionava o crime organizado dentro dos presídios”.
A mesma situação com o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), que atua diretamente em parceria com um setor de inteligência da Secretária da Fazenda.
“Em todos eles, ainda contamos com a parceria da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Isso é uma prova que compreendemos, o Estado compreendeu, que não podemos trabalhar sozinho. Temos que trabalhar em prol da sociedade e juntos”, afirma o procurador.
Veja um vídeo do MP explicando as mudanças


 
 
 
 
 

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