
Karlos Aires
focus@focuspoder.com.br
O advogado e paratleta Emerson Damasceno foi eleito presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdefor). Empossado na última terça-feira, 3, ele afirma em entrevista exclusiva para o Focus que identifica três grandes barreiras em Fortaleza a serem quebradas durante sua gestão.
Tais demandas já eram notadas por Damasceno antes de ser eleito. “Há três barreiras principais que a gente identifica aqui em Fortaleza. São as barreiras arquitetônicas, comunicacionais e as atitudinais”, afirma o ativista que milita pela causa dos deficientes desde 2014 quando um acidente durante um treino em 2014 o deixou paraplégico.
Sobre as dificuldades relacionadas à arquitetura de Fortaleza, Damasceno explica que apesar de quase 300 anos, Fortaleza só passou a se dedicar mais à acessibilidade há cerca de dez anos. “As grandes obras das gestões estão cumprindo com a legislação, mas a gente sabe que a responsabilidade das calçadas são dos proprietários dos terrenos e eles não estão cumprindo com isso”, dispara.
Atual situação da Comdefor
Para o novo presidente, o Conselho estava parado por questões de instalações, mas diz que este cenário mudará. “Estamos com uma gama de conselheiros novos e muito imbuída de boas intenções”, afirma. Damasceno ainda pontua que agora há uma melhor representatividade do corpo do conselho.
“Agora temos conselheiros que se autorrepresentam, dois são deficientes intelectuais, um com autismo e outro com síndrome de down. Estamos otimistas, pois uma cidade como Fortaleza que tem cerca de 25% de sua população com algum tipo de deficiência vai ter um protagonismo no estado, com um Conselho atuante”, finaliza.







