Na tempestade qual o tamanho do seu guarda chuva? Por Cláudio José Correia Gonçalves

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Cláudio José Correia Gonçalves, diretor do IBEF-CE

Estamos debaixo de uma tempestade! Todos, independente da classe social estamos sendo afetado de alguma forma por esse momento. Afinal o que nos difere? Existe diferença entre nós, mesmo debaixo da mesma tempestade? O que aprendemos com esse momento?

Somos afetados igualmente quando estamos debaixo da mesma regra. Evitar aglomerações, restrições a abertura de determinados segmentos de negócios, sair de casa nem pensar! Somente em casos de extrema necessidade.

O que nos diferenciava antes da crise, sob ponto de vista financeiro (guarda chuva), pelo menos até agora, permanece, mas não sabemos até quando. Não há como prever de fato quando tudo isso vai acabar, a nossa diferença financeira (guarda chuva) nos manterá distante até segunda ordem.

Vivemos em situações completamente distintas. Estamos sob a mesma tempestade, mas com guarda chuvas totalmente diferentes, esse é a realidade.

Para uns o guarda chuva protege, pelo menos por um certo tempo, de faltar casa, comida, energia elétrica, ar-condicionado, água mineral, vinhos, queijos, internet, Netflix, etc. Para outros o guarda chuva não consegue proteger de como comprar o arroz com feijão para o almoço. Para outros o guarda chuva está conectando mais a família, está em casa com os filhos, cônjuge, tem sido uma experiência única, parece até férias. Banhos frequentes na piscina, churrasco, feijoada, pizza, etc.

Para muitos o guarda chuva está sendo um tormento, pois a casa é muito pequena e antes da tempestade, enquanto uns trabalhavam para trazer o pão de cada dia, outro estava na escola, outro em casa, se encontravam à noite, praticamente na hora de dormir onde todos se viam, agora não. Estão juntos 24 horas do dia, debaixo do mesmo teto.

Para outros o guarda chuva está sendo momento para se conectar com Deus, pausar, reduzir a velocidade, afinal o tempo passava tão rápido que não sentia literalmente o gosto dele, agora parece bem mais lento, orações diárias, estudar a bíblia, enxergar de onde viemos, qual o propósito nisso tudo.

A nossa capacidade de aprendizado é muito grande. Somos resilientes cada vez mais. Infelizmente esquecemos lições básicas aprendidas na vida. Afinal no currículo escolar não existia matéria voltada para planejamento financeiro. Não aprendemos a controlar nossos gastos, anotar nossas receitas e despesas, ter reservas financeiras (pelo menos 6x do nosso custo mensal), doar ao próximo, investir em educação, dizer não ao consumismo, dizer não a coisas que não precisamos fazer, como  orçamento e fluxo de caixa.

São essas lições, dentre outras focadas em planejamento financeiro que em momento como esse definirá o tamanho do guarda chuva, embora que, debaixo da mesma tempestade, uns se molham mais e outro menos.

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