Reflexões de uma quarentena, por Raul dos Santos Neto

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Raul dos Santos Neto, vice-presidente do Ibef Ceará. Foto: Divulgação

A história da humanidade é marcada por guerras, desastres naturais, crises sanitárias, dentre tantas outras eventualidades que nos assolam repentinamente. A atual pandemia de coronavírus, disseminou-se rapidamente pelo mundo, sem que existam tratamentos específicos conhecidos, nem mesmo vacina.

Algo já temos de concreto que serve de referência para nortear governantes e líderes mundiais. As Teorias Econômicas já foram testadas por diversas vezes e poderiam reduzir bastante os riscos sistêmicos e impactos negativos ao redor do mundo.

Para cada ciclo da história, temos sempre uma produção científica que poderia contribuir bastante. Na economia não é diferente, não se trata de discutir política ou retrucar sobre achismos, neste contexto surgem novamente os pensamentos do economista inglês John Maynard Keynes, com seu perfil eclético, sendo uma opção para que o mundo reencontre seu rumo mais brevemente, acalmando corações e mentes de pessoas e organizações.

Keynes nos ensinou que cabe humanismo na economia, a gestão desta economia depende da região geográfica, nível de educação do povo, renda, necessidades básicas, disponibilidades, recursos naturais, dentre outros. O Estado tem que assumir o empreendedorismo e alavancar a retomada econômica, sendo assim um grande agente contra a recessão e consequente da criação de empregos. Neste momento, não podemos deixar nossa economia apenas sob a égide da teoria liberal, onde acredita-se que o mercado se recupere praticamente sozinho, ou se auto regule.

O mercado não conseguirá se reerguer diante de um estrago de tão grandes proporções, provocado pela crise do coronavírus. As despesas do governo devem ser encaradas como investimento humanitário, busca pela retomada do equilíbrio sócio econômico e bem estar. Quanto maior a capacidade de gastos do governo, menores os riscos de uma recessão prolongada, mesmo que para isto exista maior comprometimento das contas púbicas. Aos poucos, teremos que sair de nossas casas e nos expor para que os negócios se restabeleçam.

É fato que estaremos diante de desafios de grandes proporções, complexos e desconhecidos. O setor público deverá liderar este processo, tendo a inciativa privada e os cidadãos como forte aliados, em especial na fiscalização do uso adequado dos recursos, evitando o aumento da corrupção. Vamos repensar os ambientes de negócios de forma coletiva, cuidar uns dos outros, abrir espaço para os jovens, preservar a qualidade de vida dos idosos, fazer a tecnologia nos proporcionar bem estar, com reflexo direto na construção de um mundo melhor.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

Atlas/Focus: Elmano 49,9% x Ciro 49,6% dos votos válidos; Ceará chega à urna separado por um fio

Focus/Atlas: Aprovação de Elmano vira a favor; Avaliação do governo melhora, mas continua dividida

Atlas/Focus: Cid e Luizianne nas duas primeiras posições no Senado; dupla abre vantagem sobre Wagner e Alcides

Atlas/Focus: Elmano avança entre os mais velhos e nas faixas de maior renda; Ciro concentra vantagem entre jovens

Atlas/Focus a seis dias da eleição: Elmano 49% x Ciro 47,6%

Coligação de Ciro Gomes tenta barrar pesquisa Atlas/Focus, mas TRE rejeita e impede censura

Atlasintel: A polícia e a confiança que ainda resiste

Atlas/Focus: Lula mantém vantagem larga no Ceará, mas avanço de Flávio reduz distância

Atlas + Focus: Cid lidera consolidado, Luizianne encosta e Wagner mantém disputa aberta entre os três primeiros

Focus/Atlas: O placar muda com Elmano 48,5% x Ciro 48% e disputa entra na reta final em claro empate técnico

Entenda a super sexta-feira: três pesquisas e três fotografias em uma disputa que continua aberta

MAIS LIDAS DO DIA

Ceará elege 22 deputados federais para a próxima legislatura

Alece terá renovação de 56,5% a partir de 2027; PSB e PT formam maioria

Mercado imobiliário de Fortaleza supera R$ 5 bilhões em vendas até agosto

Dr. Acilon é o deputado federal mais votado da história de Eusébio

Augusto Cury diz que não vai declarar apoio no 2º turno e que não pretende continuar na política

Ciro Gomes mantém marca histórica: votação de 2006 para Federal equivaleria a quase 894 mil votos hoje

Grupo Marquise avança 99 posições no Valor 1000 e chega ao 2º lugar em Construção e Engenharia

A demonização da oposição; Por Paulo Elpídio de Menezes Neto

Em Fortaleza, a sucessão de 2028 começa agora; Por Ricardo Alcântara