Guedes fortalecido. Por Emília Buarque

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Emília Buarque Presidente do LIDE Ceará presidencia@lideceara.com.br

Ainda sob o impacto dos últimos acontecimentos, fazer uma análise dos próximos dias pode parecer precipitado. De certo é que vivemos conflitos desnecessários e que novamente tiram o foco do problema maior.

Outro aspecto que nos deixa decepcionados, são os rumores de que o governo federal esquecerá o compromisso assumido em campanha, de não estabelecer um pacto com a velha política do toma lá da cá. Este sim, será o maior desastre, e para isto o povo brasileiro não deve fazer concessões.

Da iniciativa privada, existe a ponderação até o momento, de que qualquer movimento brusco pode não ser bom para o país. No entanto, já se é perceptível a insatisfação e inquietação de empresários e formadores de opinião em todo o Brasil, e que não ficarão omissos. O acompanhamento, fiscalização e cobrança vão acontecer. E isso se dará pelas mãos de experientes lideranças, que mantêm o espírito jovem e aguerrido, e a responsabilidade de defender o estado de direito e o estado de emergência na saúde e na economia. Só se lamenta, que uma representativa parcela da juventude, hoje desconectada da realidade, não o faça.

Duas questões são essenciais: um plano mais consistente no enfrentamento da pandemia e uma agenda mais ao modelo Tasso Jereissati, sendo nacional-desenvolvimentista, sem esquecer o equilíbrio fiscal.

E para que a iniciativa privada retome a confiança no governo brasileiro, é imperativo que este mesmo governo, seja pelo presidente da república, seja pela ala militar, invista sua energia no pilar que se manteve firme, ao lado do presidente Bolsonaro desde o primeiro momento e até então, que é o Ministro da Economia Paulo Guedes.

Vale lembrar que o time da economia é técnico e em nenhum momento quis disputar palanque com a ala governista, nem tampouco corre por fora, querendo assumir qualquer protagonismo, seja com os militares, ou com o Congresso. Muito pelo contrário! É uma pasta que permite ao governo sua própria liderança. Como técnicos, serão capazes de flexibilizar a agenda liberal e isto será importante. E como técnicos, será impraticável atuarem com a confiança da sociedade, caso a velha política volte ao sistema, diferente do que foi prometido pelo presidente em campanha.

Por este motivo, a iniciativa privada defende um Guedes fortalecido e é diametralmente oposta à aliança com o Centrão.

E que a confiança retorne ao país, que não partamos o fio já ultra tensionado de investimentos externos e que voltemos ao trilho, depois desta súbita pane na máquina.

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