Após Eunício riscar o chão, PDT se move no Ceará pelas mãos de Ciro

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Ciro cumprimenta militante no encontro do PDT. Atrás, o ex-prefeito Roberto Cláudio e o deputado federal Mauro Filho, nomes de sua inteira confiança.

No dia seguinte ao Focus Colloquium (assista aqui) com Eunício Oliveira, o PDT se movimentou. Na entrevista de grande repercussão, o ex-senador estipulou o dia 10 de julho como um marco do MDB para ter a definição do nome do PDT ao Governo. Tal sequência se acontecimentos terá sido mera coincidência?

O fato é que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) iniciou nesta terça-feira, 28 de junho, o processo interno para definir o nome do partido na disputa pelo Governo. Tanto que na agenda estão conversas de Ciro com Izolda Cela (governadora), Roberto Cláudio (o ex-prefeito de Fortaleza), Mauro Filho (deputado federal) e Evandro Leitão (presidente da Assembleia Legislativa do Ceará).

É muito provável que o grupo governista, hegemônico no Ceará há quase duas décadas, opte pela fórmula dos debates internos transmitidos pelas redes sociais. Em paralelo, o comando escuta os aliados. No fim das contas, Ciro bate o martelo. Martelo esse que, na cabeça de Ciro, já pode estar batido.

Foi o caso, por exemplo, da escolha de José Sarto como candidato do PDT a prefeito de Fortaleza, em 2020. A torcida do Flamengo e a do Ceará já sabiam de antemão que Ciro já tinha seu nome no bolso independentemente do desempenho dos pré-candidatos nos debates temáticos do PDT.

Bom, o fato é que o PDT faz seu primeiro movimento efetivo. Curiosamente, movimento este puxado por Ciro, que está mergulhado na disputa nacional. Situação que reforça um pensamento usual nos bastidores: o Ceará é o que mas importa para o grupo político comandado por Ciro Gomes.

No dizer de um interlocutor do Focus, “Eunicio definiu seu espaço, riscou com giz sua linha divisória. Do seu lado, Camilo, Izolda, Luizianne e o PT. Do outro, os Ferreira Gomes”, muito embora o ex-senador tenha ressaltado que Ivo Gomes, como prefeito de Sobral, cumpriu o acordo de apoiá-lo e até montou um comitê de Eunício na cidade para a disputa de 2018.

Bom, de todo modo, a fala de Eunício no Focus Colloquium reacendeu os debates políticos no Ceará. Um ponto da entrevista ficou claro: entre os quatro nomes colocados pelo PDT, o MDB topa a aliança com o PDT desde que a escolha recaia sobre Izolda Cela.

O problema é que a condução no PDT vai se dar pelas mãos de Ciro um feroz antagonista de Eunício. A um ponto que há vários processos judiciais movidos pelo emedebista contra o pedetista. O antagonismo mútuo certamente influenciará os comportamentos e decisões de cada lado.

No entanto, é preciso observar um ponto: a aliança com o MDB e o PT é capaz de resolver a questão a favor do PDT ainda no 1º tuno. Sem essas duas siglas na composição, o segundo turno é inevitável e, mais importante, imprevisível.

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