As mulheres e o ensino superior no Brasil. Por Alana de Freitas Pires

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Alana de Freitas Pires.
Pró-reitora da Estácio Ceará. Foto: Divulgação

É importante refletirmos sobre as conquistas e desafios de ser mulher no mundo atual. Faz-se necessário destacar a importância do ensino superior como caminho para a superação de desigualdades de gênero. Neste cenário, em específico, as mulheres têm desempenhado um papel cada vez mais importante, tendo, nas últimas décadas, um aumento significativo de matrícula em faculdades e universidades, superando a presença masculina em muitos cursos e áreas de estudo.

De fato, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, por meio da segunda edição do estudo Estatísticas de gênero, apresenta que a proporção de pessoas com nível superior completo em 2019 foi de 15,1% entre os homens e 19,4% entre as mulheres.

As mulheres ainda são sub-representadas em algumas áreas de estudo, bem como em cargos de liderança acadêmica. O Censo da Educação Superior em 2019 mostrou que as mulheres correspondiam a apenas 13% das matrículas nos cursos presenciais de graduação na área de Computação e Tecnologias da Informação e 22% na área de Engenharia e profissões correlatas.

Já nas áreas relacionadas ao cuidado, a participação feminina é muito maior. O acesso à educação também se dá de forma desigual entre as mulheres. Em 2019, mulheres pretas ou pardas entre 18 e 24 anos apresentavam uma taxa de frequência ao ensino superior de 22%, quase 50% menor do que a registrada entre brancas (41%).

As mulheres ainda são ligeiramente minoritárias entre os docentes desse nível de ensino, representando 47% dos professores de instituições de ensino superior no Brasil. Além disso, as mulheres muitas vezes enfrentam obstáculos adicionais em sua busca pela educação superior, como a discriminação de gênero, a desigualdade salarial e as responsabilidades familiares e de cuidado.

Neste cenário, destaca-se o importante papel das instituições de Ensino Superior privadas que contribuem com a redução nestas desigualdades de gênero, garantindo um maior acesso do público feminino em comparação com as instituições públicas. O Censo de ensino superior (2021) coloca a participação de mulheres em Universidades Públicas a nível de Brasil em 55,5%, no Ceará em 54% e em Fortaleza em 53%. Quando se compara com instituições privadas, temos o aumento para 61% a nível de Brasil, 62% no Ceará e 60% na cidade de Fortaleza, demonstrando um papel mais inclusivo destas instituições.

A presença crescente de mulheres no ensino superior traz benefícios significativos para a sociedade em geral, contribuindo para a diversidade de ideias e perspectivas, e criando uma cultura acadêmica mais inclusiva e igualitária. Que avancemos neste propósito a fim de criar um mundo mais justo e equitativo para todos.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

MAIS LIDAS DO DIA

Brasil lidera maior festival de ciência do mundo com recorde de 213 cidades