
Por Edvaldo Araújo
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Na manhã desta sexta-feira, 26, enquanto os demais desembargadores tocavam seus gabinetes com processos pendentes, o coordenador da Comissão de Segurança Pública, desembargador Teodoro Santos, desdobrava-se para saber informações do ataque ao Fórum de Fortim. Com uma equipe especial designada para acompanhar a investigação, Santos foi lacônico ao se pronunciar ao Focus.Jor sobre o ataque: “estamos fazendo tudo que é possível”.
Em janeiro, tivemos mais ataques a fóruns que a bancos. Por conta disso, uma luz vermelha acendeu-se no Tribunal de Justiça. Foram quatro fóruns atacados em menos de um mês e a segurança hoje é mais que uma preocupação, é uma necessidade vital para manter a Justiça funcionando. “Com tudo isso, como garantir a um cidadão que ele pode testemunhar sem medo, quando sequer podemos garantir a segurança do fórum”, afirmou ao Focus.Jor um juiz, lotado em uma das comarcas do Interior.
Uma reunião da Comissão de Segurança parecia já marcada para final semana que virá, mas deve ser antecipada. A Associação Cearense de Magistrados também já marcara sua reunião para o dia 2, para tratar de segurança dos magistrados.
Em Curitiba, onde acompanhava, nesta sexta-feira, a posse da diretoria da Associação dos Magistrados do Paraná, o presidente da Associação Cearenses dos Magistrados, Ricardo Alexandro, mostrou-se preocupado: “Queremos garantir a segurança dos magistrados e dos funcionários, mas preocupados também com os efeitos desses ataques na sociedade como um todo”.
Ricardo Alexandro está correto. Os fóruns são as alvejados, mas o alvo é a própria sociedade e o Estado Democrático de Direito. No domínio do medo, nenhum direito sobrevive.







