Brasil vive ‘grande escalada autoritária’, diz Girão

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Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento nesta sexta-feira (16), que o Brasil vive uma “grande escalada autoritária” que tem assustado a população e deixado a democracia “em frangalhos”. Segundo o parlamentar, “todas as pessoas que hoje são perseguidas e intimidadas são conservadoras”. Girão citou o caso do influenciador digital Monark, que teve seus perfis nas redes sociais bloqueados por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se eu for falar a lista de pessoas no Brasil que estão com a liberdade de expressão cassada eu ia ficar aqui mais do que esses 15 minutos que ainda me restam falando nomes, nomes, nomes. Sejam pessoas de orientação religiosa, sejam empreendedores que geram empregos para o Brasil, sejam parlamentares. Hoje nós temos presos políticos no Brasil. Isso não pode estar normal. A gente não pode achar isso correto”.

O senador também criticou o mandado de busca e apreensão contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) realizado na quinta-feira (15) e classificou o caso uma como “mais uma arbitrariedade vinda do STF”. Para Girão, a apreensão do celular de Marcos do Val pela segunda vez é “gravíssima”.

“Tem o devido processo legal para reter celular de senador? Foi retido, foi tomado novamente. A justificativa da medida é que estaria havendo uma obstrução das investigações sobre o dia 8 de janeiro. A questão do senador toma contornos ainda mais dramáticos se falarmos da apreensão do seu celular, aparelho esse que revelaria, segundo inúmeras matérias dos meios de comunicação, conversas do parlamentar com gente poderosa da República. Ocorre que esse celular já tinha sido apreendido e devolvido quando Marcos do Val tinha ido no primeiro momento prestar depoimento à Polícia Federal. Por que a nova apreensão? Estamos todos perplexos. Obstrução depois de tanto esforço para instalar uma CPI destinada a expor para a população toda a verdade. O que pode ter mais legitimidade perante a nação?”, questionou.

Agência Senado

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