Comércio brasileiro cresce 0,5% em junho e fecha semestre com alta de 1,9%, diz IBGE

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As vendas do comércio brasileiro cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e encerraram o primeiro semestre de 2026 com alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com junho de 2025, o avanço foi de 2,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, o comércio registra crescimento de 1,6%. Apesar do resultado positivo em junho, o setor teve recuo de 0,4% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano.

Vendas seguem próximas do recorde

Com o resultado de junho, o comércio ficou 0,8% abaixo do maior nível da série histórica, registrado em março de 2026. Segundo o analista do IBGE Cristiano Santos, o resultado representa o segundo maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2000.

Entre os meses de 2026, apenas abril apresentou queda nas vendas. Os resultados foram de 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro, 0,8% em março, -1,5% em abril, 0,3% em maio e 0,5% em junho.

Inflação e emprego

De acordo com o IBGE, a desaceleração da inflação contribuiu para o desempenho do comércio em junho. O índice passou de 0,58% em maio para 0,16% no mês seguinte.

Outro fator apontado foi o aumento do número de pessoas ocupadas, que cresceu 1,1% entre maio e junho.

Metade dos setores teve alta

Dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento em junho:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: +1,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: +0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: +0,2%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -9,9%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +2,4%

Varejo ampliado recua

No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 1% entre maio e junho.

Apesar do recuo mensal, o segmento acumula alta de 1,9% no primeiro semestre e de 0,8% em 12 meses. Em junho, o varejo ampliado estava 2,1% abaixo do recorde registrado em fevereiro de 2026.

Indústria e serviços

Os dados do comércio completam a divulgação dos principais indicadores conjunturais do IBGE referentes ao segundo trimestre.

A produção industrial recuou 1,8% entre maio e junho e acumula alta de 1,5% no primeiro semestre. Já o setor de serviços ficou estável em junho e registra crescimento de 2% nos seis primeiros meses do ano.

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