
Equipe Focus
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A Fundação Oswaldo Cruz apresentou em seu boletim nesta sexta-feira, 7, preocupações sobre a ocupação de leitos de UTI destinados à COVID-19 para adultos no SUS. Fortaleza se encontra na chamada “zona de alerta”.
“Em síntese, quatro Estados encontram-se na zona de alerta intermediário e vinte e um Estados e o Distrito Federal fora da zona de alerta”, destaca a entidade.
A Capital cearense tem 85% da ocupação de leitos, mesmo percentual de Maceió. Goiânia está em primeiro, com 97% de ocupação dos leitos públicos.
Outras três capitais estão na zona de alerta intermediário: Palmas (66%), Salvador (62%) e Belo Horizonte (73%). As demais, com taxas divulgadas, estão fora da zona de alerta: Porto Velho (44%), Rio Branco (10%), Manaus (34%), Macapá (40%), São Luís (30%), Natal (34%), João Pessoa (32%), Vitória (56%), Rio de Janeiro (2%), São Paulo (35%), Curitiba (46%), Florianópolis (42%), Porto Alegre (57%), Campo Grande (47%), Cuiabá (36%) e Brasília (57%).
“Vale salientar que as taxas observadas não são comparáveis àquelas verificadas no pior momento da pandemia, há quase um ano, considerando a redução no número de leitos destinados à Covid-19. Ainda é precoce, desta forma, afirmar que há uma nova pressão sobre os leitos de UTI, baseado apenas nos dados disponíveis e apresentados aqui. Entretanto, cabe manter a atenção sobre a evolução do indicador”, destaca o boletim da Fiocruz.
A entidade também falou do “apagão de dados” para contabilizar os casos da COVID pela variante Ômicron no País. “O enfrentamento de uma pandemia sem os dados básicos e fundamentais pode ser comparado a dirigir um carro em um nevoeiro, com pouca visibilidade e sem saber o que se pode encontrar adiante. Além disso, vai na contramão de outros países, que passaram a produzir e disponibilizar dados de modo público e transparente para melhor compreender e enfrentar a dinâmica da Covid-19”, pontua o documento.







