Fipe/Bionexo: preços de medicamentos para hospitais anotam alta de 5,96% em 2021

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Foto: Reprodução.

Equipe Focus
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O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) registrou avanço de 5,96% em 2021, abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 10,06%. A informação foi apurada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Bionexo, healthtech de soluções digitais para gestão em saúde.

O resultado foi menor do que o registrado em 2020, quando houve crescimento de 14,36%, mas superou as altas de 2019 (3,97%), 2018 (4,97%), 2017 (3,94%), 2016 (4,97%) e 2015 (4,74%). Após seis meses consecutivos de queda na margem, o IPM-H registrou avanço de 0,19% em dezembro. Em novembro, o índice apresentou recuo de 0,17%.

“O avanço nos preços do ano passado pode ser atribuído em partes aos aumentos registrados entre março e maio, período que combinou o agravamento do quadro da pandemia e os reajustes nos preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)”, avalia o CEO da Bionexo, Rafael Barbosa.

Os grupos de medicamento com maior contribuição para o avanço do IPM-H em 2021 foram preparados hormonais (27,54% em 12 meses), sangue e órgãos hematopoiéticos (17,28%) e imunoterápicos, vacinas e antialérgicos (14,69%). Órgãos sensitivos (10,05%), aparelho respiratório (6,62%), agentes antineoplásicos (5,06%), aparelho digestivo e metabolismo (4,27%), aparelho geniturinário (3,53%) e sistema nervoso (1,96%) completam a lista.

Por outro lado, ao longo do ano, apenas três grupos de medicamentos monitorados registraram queda nos preços aos hospitais. São eles: aparelho cardiovascular (-10,69%), anti-infecciosos (-2,85%) e sistema musculoesquelético (-1,21%)

Pandemia

O IPM-H registra alta acumulada de 18,84% desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020. O crescimento foi impulsionado por variações positivas na maior parte dos grupos de medicamentos no período, com destaque para aparelho digestivo e metabolismo (56,02% entre março de 2020 e dezembro de 2021), sistema nervoso (48,99%) e preparados hormonais (16,65%).

Os medicamentos de aparelho cardiovascular (37,20%), sangue e órgãos hematopoiéticos (30,77%), imunoterápicos, vacinas e antialérgicos (21,62%) e sistema musculoesquelético (19,90%) também tiveram contribuição expressiva no intervalo analisado.

Agência Estado

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