
Um dos participantes da reunião golpista realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em julho de 2022 seguia em alto cargo no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até esta sexta-feira, 16. O procurador federal Adler Anaximandro Alves, ex-vice da Advocacia-Geral da União (AGU), ocupava uma função comissionada no órgão que lhe atribuía um pagamento extra de R$ 6.784,14 por mês. Após o caso vir à tona, o órgão exonerou o servidor da função.
Anaximandro Alves era chefe da Coordenação-Geral de Planejamento e Gestão Estratégica, do Departamento de Gestão e Cálculos. Ele foi designado para a função pelo atual advogado-geral da União, Jorge Messias, em janeiro de 2023. Em junho, o procurador também foi escolhido como substituto para a direção de Gestão e Cálculo Se ele fosse convocado a assumir o cargo, ganharia uma remuneração extra de R$ 8.909,69.
O órgão abriu uma apuração preliminar sobre o caso e exonerou Anaximandro das funções que rendem pagamentos extras. “Durante a instrução preliminar o referido procurador terá a oportunidade de prestar os esclarecimentos que considerar necessários”, diz a AGU em nota enviada ao Estadão. A exoneração ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Agência Estado







