
Equipe Focus
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O presidente do Polo Digital, Pierre Lucena, disse que o Governo fez mau uso do programa de financiamento estudantil (FIES) ao não planejar ou direcionar os incentivos para as necessidades do País. À frente do principal polo de inovação do Nordeste, com sede em Recife-PE, Lucena tem a meta audaciosa de dobrar o número de empregos em suas startups ao longo dos próximos cinco anos, para um total de 20 mil vagas. Assim, fundamental será a parceria com universidades para a formação de técnicos em até dois anos.
Em entrevista ao porta Terra ,06, Lucena cita advogados e engenheiros civis como exemplos de categoria de profissionais que tiveram grande incentivo por parte do FIES. De acordo com o chairman da célula digital, em todo o Nordeste tem 13.117 alunos de Ciência da Computação. Já no curso de Direito, o número salta exponencialmente para 191.325 futuros bacharéis. O que existiu, à época, foram muitos concursos públicos com salário médio de R$ 30 mil, atraindo assim mais interesse do que um rendimento de R$ 4 mil para trabalhar como programador de computação. Já em relação aos engenheiros, os tempos são outros agora, onde grande maioria encontra-se trabalhando como motorista de aplicativo de transporte. No tempo da construção do complexo de Suape, Pernambuco chegou a atrair cerca de 50 mil pessoas.
Ao todo, o Porto Digital há 6.296 alunos na área de tecnologia e 328 empresas. Dessa forma, serão criados convênios com Universidade e com a PUC para lançar o curso do Porto Digital, que vai formar pessoas em dois anos com o objetivo de unir o profissional que está à procura de novas oportunidades com o ecossistema do complexo tecnológico, conclui o executivo.
*Com informações portal Terra







