Haddad defende ‘fechar o gap de déficit público combatendo desperdício tributário’

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira, 7, que o Brasil precisa “fechar o gap do déficit público combatendo o desperdício tributário”. Como parte do pacote para ampliar receitas no próximo ano, pela zeragem do saldo negativo das contas públicas, a equipe econômica tenta aprovar no Legislativo medidas para sanar o que a Fazenda vê como burlas tributárias que corroeram a base fiscal do País nos últimos anos.

“Temos agenda até o fim do ano pesada no Congresso, que visa a preservar a reforma tributária, porque está dito que ela será neutra do ponto de vista arrecadatório, mas precisamos fechar o gap do déficit público combatendo o desperdício tributário, que enriquece rico e empobrece o pobre”, disse Haddad.

Ele pontuou que os mecanismos de amparo social criados no passado recente precisam ser bancados com “sustentabilidade fiscal”.

“São duas grandes as tarefas, garantir a reforma tributária e combater o desperdício tributário, o gasto tributário. Estamos falando de algo de 10% do PIB, metade disso desperdiçado, metade disso mantido na reforma, porque ninguém quer taxar Prouni”, exemplificou o ministro, repetindo que “atacar o desperdício tributário” é “essencial para equilibrar as contas”. “Até para não fazer o ajuste fiscal no lombo dos pobres, não podemos repetir esse erro. Todo mundo tem sensibilidade para saber quem tem capacidade contributiva (…) Vamos equilibrar as contas mas mirando aquilo que é efetivamente desperdício”, completou.

O ministro ainda avaliou que o gasto tributário “talvez” seja o maior desperdício porque não vem acompanhado de transparência.

“É o mais opaco dos gastos. Para conduzir com sustentabilidade fiscal, social e ambiental. O presidente Lula definiu esses pilares como eixo do plano de desenvolvimento econômico”, disse Haddad, que ainda levantou o peso que o Congresso tem para dar a palavra final nas discussões travadas no País. “Temos que ter agenda clara de desenvolvimento, e não deixar ela se descoordenar. Pactuar a harmonização entre os poderes, sobretudo com Legislativo. A prerrogativa final é do Congresso, vetar ou manter. Tudo termina no Parlamento”, disse.

As declarações foram dadas durante participação no 6º Brasil Investment Forum.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Obtuário: Frank Gehry e o fim de uma era em que a arquitetura acreditava poder mudar cidades

Drones, motos e cidades no limite: por que Fortaleza terá que se adaptar

A análise da reviravolta: PL suspende apoio a Ciro Gomes após ofensiva de Michelle

A aposta limpa do Governo com Spark na frota pública: baixo carbono, eficiência e maior economia

Entenda o incômodo de Michelle com Ciro Gomes

Com Ciro como pivô, racha no bolsonarismo explode no Ceará e expõe disputa por comando no PL

Aeroporto de Jericoacoara. Foto: Divulgação

Entenda o que o leilão dos aeroportos regionais realmente revela

Aécio reposiciona PSDB, abre janela para apoiar Tarcísio e facilita a vida de Ciro no Ceará

Aécio banca PSDB no centro com veto a Lula e ao bolsonarismo; E como fica Ciro?

Com pesquisa e patente cearenses, curativo de pele de tilápia chega ao mercado; E o local da indústria?

Domingos Filho entendeu que o gênero é ativo estratégico e Patrícia Aguiar vira peça do PSD para 2026

Editorial Focus Poder: Equilíbrio no comando da CPI do Crime Organizado

MAIS LIDAS DO DIA

Por que o data center do TikTok no Pecém pode redesenhar a economia do Ceará

Governo projeta 3 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2026

Ceará amplia liderança nacional na produção e geração de valor na indústria de calçados

BNDES aprova R$ 200 milhões para nova etapa do eVTOL da Eve, subsidiária da Embraer

Governo revisa decreto da educação especial após pressão no Congresso

Lula acerta ao dar Incentivo ao bom motorista com CNH renovado automaticamente

A construção do voto, a eleição e a democracia; Por Paulo Elpídio de Menezes Neto

O Silêncio das Togas; Por Gera Teixeira

TRF-5 rejeita investida do ICMBio e sela derrota ao “pedágio” em Jeri e comunidade vence nova disputa por acesso livre