Imposto demais? Nem tanto! É o que diz estudo que tem Alexandre Cialdini como um dos autores

COMPARTILHE A NOTÍCIA

📚 Um novo livro joga luz sobre um dos maiores consensos do debate público: a ideia de que o brasileiro paga imposto demais. Com dados de centenas de países, os autores mostram que o problema não está no quanto se arrecada — mas em como se distribui, se comunica e se gasta. O economista cearense Alexandre Cialdini, hoje no Planejamento do Ceará, é um dos responsáveis pelo estudo.

O que é
O livro Solidariedade Fiscal, recém-lançado pela Editora Contracorrente, desarma a ideia de que o Brasil tem uma carga tributária incompatível com seu nível de desenvolvimento. Para os autores, a frase “o brasileiro paga imposto demais” é uma falácia, repetida sem considerar a informalidade e o retorno social.

Quem assina
O estudo tem entre seus autores o economista Alexandre Cialdini, atual secretário do Planejamento do Ceará e ex-secretário das Finanças de Fortaleza. Ele assina a obra ao lado de Pedro Humberto Carvalho e Claudia De Cesare, com apoio do Comsefaz — o comitê que reúne os secretários de Fazenda dos estados.


🧾 Por que importa

1. O Brasil não é tão diferente
Com 32% do PIB em arrecadação, o país está no mesmo patamar de Espanha e Reino Unido. A diferença: aqui, o peso da informalidade — estimada em 33% do PIB — distorce a comparação internacional.

2. Recalculando…
Ao ajustar a conta com base na economia real, a carga brasileira cai para cerca de 24% do PIB — similar à de países como Tunísia, Ucrânia e Lituânia.

3. Arrecadação por cabeça é baixa
Com população grande, o Brasil tem arrecadação per capita bem inferior à de países ricos e até vizinhos. Em PPC (paridade de poder de compra), ficamos com US$ 4,7 mil por habitante — contra US$ 6,2 mil da Argentina e US$ 15,7 mil do Uruguai.


🧮 Vá mais fundo

→ Imposto também é IDH
Há uma correlação direta entre arrecadação tributária e Índice de Desenvolvimento Humano. Quanto maior a arrecadação, maior tende a ser o IDH.

→ Gastamos com previdência e juros
38% do gasto público vai para a seguridade social — algo raro na América Latina. Mas o maior gargalo está nos juros: 15% do orçamento público em 2019. “Se reduzíssemos esse peso, sobraria mais para serviços essenciais”, diz Cialdini.

→ A palavra ‘carga’ é o problema
O livro questiona o uso do termo “carga tributária”. Para os autores, “solidariedade fiscal” seria mais apropriado. Arrecadar é financiar direitos, não impor um fardo.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

MAIS LIDAS DO DIA

Brasil lidera maior festival de ciência do mundo com recorde de 213 cidades