
Equipe Focus
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O presidente Jair Bolsonaro publicou na manhã deste domingo, 24, um trecho da lei de abuso de autoridade, dois dias após Celso de Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ter divulgado o vídeo de reunião ministerial alvo de investigação. A publicação foi entendida como um recado direto à corte.
O encontro que foi tornado público apresenta palavrões, ameaças de prisão, morte, rupturas institucionais, xingamentos e ataques a governadores e integrantes do Supremo. Segundo a Folha, a investigação que levou ao depoimento do ex-ministro Sergio Moro à Polícia Federal e que provocou a análise e divulgação deste vídeo foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.
A investigação foi autorizada pelo ministro Celso de Mello, do STF, relator do caso. O teor do vídeo e os depoimento em curso são decisivos para a PGR concluir se irá denunciar o presidente por corrupção passiva privilegiada, obstrução de Justiça e advocacia administrativa por tentar interferir na autonomia da Polícia Federal.
Na manhã deste hoje, após publicar resposta ao Supremo, Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada de helicóptero, desembarcou no anexo da Vice-Presidência e seguiu à praça dos Três Poderes onde houve uma manifestação em defesa do governo. Alguns participantes do ato carregavam cartazes contra o Congresso, o STF e a imprensa, que mencionavam uma “ditadura do Supremo” e pediam a saída do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
O trajeto da residência oficial do presidente até o local de pouso tem aproximadamente 3,5 quilômetros e pode ser feito de carro em cerca de cinco minutos. Todo o caminho, que não foi usado, estava livre para trânsito do comboio presidencial, com bloqueios policiais e restrição de acesso a pedestres.
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