Jorge Pinheiro: fusão entre Hapvida e Intemédica pode criar gigante de 13,5 milhões de beneficiários

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O médico Jorge Pinheiro Koren de Lima é CEO do Hapvida. Foto: Divulgação

Átila Varela
atila@focuspoder.com.br

A combinação de negócios do Hapvida com o Grupo Notre Dame Intermédica pode criar um dos maiores players (senão o maior) da área de saúde suplementar no País.

Em apresentação de dados realizada nesta segunda-feira, 11, foram mostrados que a junção faria com que a nova empresa abarcasse 84 hospitais, 280 clínicas, 284 unidades de diagnósticos. Em número de beneficiários, o montante chegaria a R$ 13,5 milhões. O negócio também faria que a nova companhia atingisse valor de mercado entre R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões.

O presidente do Hapvida, Jorge Pinheiro Koren de Lima, destacou que a transação com a Intermédica havia sido desenhada há anos. “A gente vem testando possibilidades e modelos para que essas duas empresas possam estar juntas”, destacou o executivo.

“Enquanto Hapvida, nascendo no Nordeste expandiu para a região Norte, Interior de São Paulo, Centro-Oeste, além de uma operação no Sul, a Intermédica caminhou para a Região Metropolitana de São Paulo, ainda no Rio de Janeiro e Paraná. Podemos ver a complementariedade que as empresas foram adquirindo. É importante frisar que ambas as empresas têm negócios muito similares. Por exemplo, a missão delas é dar acesso à população brasileira a produtos de alto padrão em medicina”, explicou.

Ainda ressaltou que Intermédica e Hapvida, juntas, compartilham uma rede de clientes com amplitude nacional, entre elas Extra, WallMart, Riachuelo e C&A. “Veja que aqui estamos criando uma possibilidade única de atendimento com uma só operação em todo o ambiente nacional, facilitando para o comprador de serviços, desburocratizando com possibilidade de redução de custos”, complementa.

Planos de saúde
Jorge também explicou que há um mercado de aproximadamente 65 milhões de pessoas a ser explorado pelos planos de saúde, considerando aqueles que recebem entre um e cinco salários mínimos. “Essa possível combinação pode aumentar significativamente a penetração de planos (de saúde) em todo o Brasil”, pontua.

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