Lula diz que Centrão não é partido político e que vai ‘conversar com todo mundo’

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na manhã desta quarta-feira, 17, que, se eleito, conversará com todos os políticos que estão dentro do Congresso Nacional. Instigado sobre diálogos com o chamado Centrão, que compõe a base do presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente minimizou e afirmou que o Centrão não é uma legenda.

“O Centrão não é partido político. É um conjunto de forças políticas que se une de quando em quando a qualquer pessoa que tiver no governo na medida em que eles participem do governo. Eu, obviamente, vou conversar com todo mundo, porque não há como governar sem conversar com todo mundo”, disse durante entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais. Nesta quinta-feira, 19, Lula realiza o seu primeiro comício de campanha na Praça da Estação, em Belo Horizonte.

O ex-presidente disse que, em um eventual governo, vai trabalhar para desenvolver um projeto com medidas concretas e, dessa forma, “conversar com essa gente para que não fique fazendo conversa casual”. “É muito melhor você fazer um acordo programático com os partidos políticos e governar o País por quatro anos com uma certa tranquilidade”, defendeu.

Questionado sobre manter diálogo com nomes como Roberto Jefferson, candidato à Presidência pelo PTB, e Valdemar Costa Neto, presidente do PL – ambos condenados no Mensalão -, Lula minimizou. “Eu posso conversar com PTB sem precisar conversar com Roberto Jefferson. Eu posso conversar com PL sem precisar conversar com o presidente do PL”, disse.

“O que é importante é que você estabeleça uma política de conversação com as pessoas que têm mandato, com lideranças que estão no Congresso Nacional para poder restabelecer uma política de boa convivência no Brasil”, continuou Lula.

“Essas pessoas cometerem erro, cometeram crime, foram julgadas mas essas pessoas estão livres e estão fazendo política. Não pode criminalizar porque a pessoa cometeu apenas crime, mas ele já foi julgado, já foi processado, já foi absolvido ou já cumpriu a sua pena. E a vida que segue. E aí você tem que conversar com as pessoas”, reforçou o ex-presidente.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

Atlas/Focus para presidente no Ceará: Lula amplia vantagem e chega a 60,8%; Flávio tem 28,9%

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

MAIS LIDAS DO DIA

Refundação de coisa feita e de um elo perdido; Por Paulo Elpídio

Ambidestro: liderar entre o que funciona e o que precisa mudar e o Terceiro Paraíso; Por Marco Dalpozzo