Lula diz que cultura deve ser vista como instrumento da economia

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu hoje (1º) que a cultura deve ser tratada como um investimento. “Você não gastou, você investiu R$ 30 milhões em cultura. Essa é a mudança-chave que nós temos que ter e entender a cultura como instrumento da economia brasileira”, disse ao participar de um encontro com artistas no Teatro da Paz, em Belém (PA).

Lula destacou o potencial do setor cultural para oferecer oportunidades de trabalho que, segundo ele, poderia até exceder o de outros setores da economia, como a indústria. “Cada vez que você convoca um show, por menor que ele seja, tem dez pessoas arrumando o som, dez cuidando da eletricidade, dez batucando alguma coisa. Eu acho que gera muito mais emprego do que as indústrias mesmo. E gera prazer, gera alegria, gera conhecimento”, acrescentou.

Além de incentivar o setor, o candidato disse que vai criar condições para que os artistas sejam os maiores beneficiados com os lucros das atividades culturais. “Tenho que transformar a cultura em uma atividade econômica altamente rentável para quem faz”, enfatizou.

Ele voltou a se comprometer com a recriação do Ministério da Cultura e com o estabelecimento de comitês estaduais para cuidar do tema.

O candidato também disse que pretende buscar um entendimento no Congresso Nacional para dar espaço a artistas na programação das emissoras regionais de televisão. “Não é mais possível, no século 21, as emissoras de televisão, retransmissoras das matrizes que normalmente estão em São Paulo e no Rio de Janeiro, não terem programação estadual”, disse novamente, ao criticar a falta de produção local.

“Por que não tem uma programação com os artistas locais por um período da tarde ou da manhã. Quantos artistas a gente iria valorizar? Por que a cultura desse país não pode ser nacionalizada?”, acrescentou.

Para Lula, a ideia é difundir manifestações culturais que atualmente estão restritas aos seus locais de origem para outras partes do Brasil e até outros países.

Agência Brasil

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