
Ronnie Lessa, acusado de matar a ex-vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), apontou, em delação premiada, Domingos Brazão como mandante do crime contra a parlamentar. A informação é do Intercept Brasil.
Ano passado, Élcio de Queiroz, responsável por dirigir o carro com Lessa no momento do assassinato citou o nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, como tendo possível envolvimento no crime.
Antes da delação, Brazão foi alvo de investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) por atrapalhar as investigações do caso.
A PF acredita que o conselheiro teria usado um policial federal aposentado e funcionário do gabinete no Tribunal de Contas para levar o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como Ferreirinha, a acusar o então vereador Marcello Siciliano e o miliciano Orlando Curicica como sendo os mandantes do crime. Após o avanço das investigações, Ferreirinha respondeu por obstrução da Justiça.
Ao O Globo, Brazão disse que espera que a morte da ex-vereadora Marielle seja elucidada logo e que confia na Justiça. “Depois das famílias de Marielle e Anderson, posso garantir que os maiores interessados na elucidação do caso somos eu e minha família. Tenho fé que, se houver mesmo essa delação, que, graças a Deus, isso termine logo”, destacou o conselheiro.
Marielle foi morta a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, localizado na região central da capital fluminense. A vereadora, que saía de um evento com mulheres negras, foi assassinada com quatro disparos na cabeça. Anderson Gomes, motorista do carro que a transportava pela cidade, foi atingido por três projéteis nas costas e também morreu.







