Micro e Pequenas Empresas do Ceará impulsionam exportações e diversificam a pauta estadual

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Foto: Divulgaçã

O Ceará vem se destacando cada vez mais no cenário de exportação, graças ao papel fundamental desempenhado pelas micro e pequenas empresas do estado. Essas empresas têm desbravado novos mercados, introduzindo novos produtos e diversificando a pauta de exportações, o que resulta em um aumento significativo nas vendas para o exterior.

O estado é conhecido pela produção de diversos produtos, que têm sido amplamente aceitos em mercados internacionais exigentes. Entre os destaques estão: melão, calçados, moda íntima, castanhas de caju e placas de aço. Esses produtos têm conquistado espaço em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Alemanha, Espanha, Portugal, entre outros.

Marcos Soares, presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), ressalta que a entrada de micro e pequenas empresas em novos mercados tem sido um fator chave para a diversificação da pauta de exportações do Ceará. “Com sua capacidade de inovação, flexibilidade e adaptação, essas empresas têm conquistado espaço e apresentado um desempenho excepcional no comércio exterior”, afirma.

Segundo Soares, o CIC está desenvolvendo um projeto em parceria com o Governo do Amazonas para que os produtos da indústria cearense possam ter uma maior abertura no mercado da Zona Franca de Manaus, na Região Norte do país como um todo, e até mesmo em países como Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Peru e Equador.

“Pretendemos montar um entreposto em Manaus. No projeto que estamos discutindo está a instalação de um galpão de 10 mil metros quadrados que funcionaria como um Hub de distribuição dos produtos das indústrias cearenses, facilitando assim a pronta entrega. Hoje, a logística para o Norte do país é muito difícil. Nós queremos facilitar esse caminho para que as empresas e produtos cearenses cheguem em um maior número no Amazonas e em toda a região norte. Atualmente a gente tem que mandar todos os produtos por contêineres”, explica Soares.

Um levantamento feito pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), indica a participação de MEIs e micro e pequenas empresas no comércio exterior. Os negócios de menor porte correspondem a 40,8% das empresas exportadoras. Ao todo, são cerca de 11.400 pequenos negócios exportadores, que venderam 3,2 bilhões de dólares, em 2022.

De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), das mais de 300 empresas exportadoras no Ceará, cerca de 43% são micro e pequenas empresas. Esses números evidenciam o seu impacto significativo na economia local e contribuição para a expansão das exportações do estado.

A JM Negócios Internacionais, empresa especializada em comércio exterior, atende empresas de diversos portes, incluindo cooperativas de mel, pequenos exportadores de castanha de caju e pedras ornamentais. Augusto Fernandes, CEO da JM, comenta que o trabalho conjunto de empresas que comercializam itens similares têm viabilizado a logística de exportação. “Muitas vezes, uma indústria pequena não consegue exportar sozinha devido à dificuldade de preencher um contêiner. Atualmente, contamos com a opção de contêineres compartilhados, o que facilita o processo. Outra alternativa encontrada pelos pequenos produtores é exportar via frete aéreo”, explica.

Augusto destaca também as ações do poder público na promoção das exportações e na redução de custos operacionais. “Medidas como simplificação do fluxo documental, questões aduaneiras e alfandegárias estão sendo implementadas para viabilizar o comércio exterior e incentivar o aumento do número de empresas internacionalizadas”, finaliza.

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