Ministro da Defesa diz respeitar carta da OEA que garante direito à democracia

COMPARTILHE A NOTÍCIA

General Paulo Sérgio Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Em discurso de abertura da 15ª Conferência de Ministros da Defesa das Américas, promovida pelo governo federal em Brasília, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, disse nesta terça-feira respeitar a Carta Democrática Interamericana. O documento diz em seu artigo primeiro que “os povos da América têm direito à democracia e seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la”.

Paulo Sérgio é a ponte entre o presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas nos ataques sem provas ao sistema eleitoral brasileiro, considerado um pilar do Estado Democrático de Direito. Os militares já propuseram uma apuração paralela de votos, o que foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Da parte do Brasil, manifesto respeito à Carta da Organização dos Estados Americanos, OEA, e à Carta Democrática Americana e seus valores, princípios e mecanismos”, declarou Paulo Sérgio no evento. “Devemos sempre buscar a consolidação e a preservação dos processos democráticos em nossa região, princípio basilar para o desenvolvimento, a estabilidade e a solidariedade, com garantia de seguranças mútua em nosso hemisfério”, acrescentou.

Na avaliação do ministro, uma maior interação entre as áreas civil e militar vem se mostrado promissora. “Acreditamos e reconhecemos que o papel de nossas forças de segurança é papel de soberania nacional, respeitando os respectivos preceitos constitucionais em convenções internacionais.”

A conferência com ministros da Defesa acontece de hoje até quinta-feira, quando todos devem assinar uma carta-compromisso com a democracia. O ministro da Defesa dos Estados Unidos, país que já reafirmou sua confiança no processo eleitoral brasileiro, Lloyd Austin, está presente.

Batizado de “Declaração de Brasília”, o texto final ainda está sob construção e deve ter a íntegra divulgada apenas na quinta-feira. Mas a minuta já está pronta. A ideia é que os signatários reafirmem o compromisso de respeitar a Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Carta Democrática Interamericana.

A construção de um documento que trará compromisso com a democracia vem apenas uma semana após Bolsonaro reunir embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada para repetir ataques às urnas eletrônicas e levantar suspeitas em relação à lisura das eleições. Até hoje, nunca apresentou provas para embasar sua tese.

Opositores acusam o presidente de preparar o terreno para tentar melar as eleições, caso derrotado. Na semana passada, questionado por jornalistas se entregaria a faixa presidencial a outro político consagrado nas urnas, Bolsonaro desconversou e defendeu que as apurações sejam semelhantes à da Mega Sena.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

Com aplausos, Kátia Abreu expõe incômodo no PT: “Paulistas sem voto” e “menos Janja, mais Alckmin”

Atlas/Focus para presidente no Ceará: Lula amplia vantagem e chega a 60,8%; Flávio tem 28,9%

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

MAIS LIDAS DO DIA

No data was found