
Gabriel Amora
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O Ministério Público, ao lado do Tribunal de Contas da União, protocolou uma representação com requerimento de medida cautelar de investigação quanto ao problema de omissão da Polícia Rodoviária Federal no combate aos bloqueios nas rodovias federais realizados por bolsonaristas que seguem revoltados com o resultado do segundo turno das eleições.
Considerada a eleição mais apertada de todos os tempos, a vitória foi confirmada às 19h57m quando, com 98,56% das seções apuradas, Lula alcançou 59,5 milhões de votos (50,83% do total) e não podia mais ser ultrapassado por Bolsonaro, que naquele momento somava 57,6 milhões de eleitores (49,17%). A apuração durou três horas.
No documento, o sub-procurador-Geral Lucas Furtado disse que os manifestantes são “baderneiros” e enfatizou a “extrema gravidade” dos atos, que se caracterizam como resoluções antidemocráticas.
“Nessa situação, o mínimo esperado seria uma atitude contundente e certeira dos órgãos públicos correlatos, porém, ao que parece, não é o que está acontecendo”, afirma. Comprovadas as irregularidades na conduta da corporação, o procurador exige que sejam apontadas as responsabilizações dos agentes da PRF e dos policiais envoltos nas ações.
A decisão foi referendada pelo Plenário virtual do STF e, com o aval do ministro Alexandre de Moraes, governadores dos Estados têm usado a Polícia Militar para desmontar os bloqueios. Moraes determinou que, em caso de descumprimento de sua decisão, o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, poderá ser afastado das funções e preso em flagrante.







