‘Não há meia lealdade’, diz Alckmin sobre Lula

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) afirmou ontem que será leal ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Absoluta. Não há meia lealdade”, disse em entrevista à GloboNews. “Aliás, eu tenho até uma afinidade. Eu gosto do jeito mais informal do Lula.”

Alckmin, no entanto, enfrenta resistências em alas do PT. Petistas citam o impeachment sofrido por Dilma Rousseff, em 2016, tema resgatado na campanha. Michel Temer (MDB), vice que ocupou o Planalto após a queda da petista, foi chamado de golpista por Lula durante um debate.

Ao falar sobre seu papel no governo, Alckmin afirmou que “quem tem de estar na ribalta é o titular” e que, “sempre que você tem missão difícil, se você puder fazer em dupla, é melhor”. Durante a campanha e após o resultado da eleição, Lula deu sinais de que não terá um vice “decorativo” – a começar pelo comando do grupo de transição, que ficou a cargo do ex-governador.

Composição

Alckmin defendeu protagonismo do PT na montagem dos ministérios, mas ponderou que, para governar, é preciso compor alianças. “Claro que o PT terá participação relevante. De outro lado, terá de ter partidos para participar; o governo vai ser plural”, afirmou.

O ex-governador defendeu que o Ministério da Defesa seja comandado por um civil e disse acreditar no “profissionalismo” das Forças Armadas. A troca de comando das Forças pode acontecer ainda neste mês, antes da posse de Lula. “Não vai ter problema”, afirmou o vice-presidente eleito.

Agência Estado

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