Passageiro sem fone é o campeão da irritação a bordo; veja os hábitos que mais incomodam

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Pesquisa com 2.500 americanos mostra que 42% acham que a etiqueta nos aviões piorou nos últimos cinco anos — e o problema, para a maioria, está nos próprios passageiros. Muito embora a pesquisa tenha sido feita somente com passageiros dos EUA, é provável que a resultante seja muito próxima ao pensamento de usuários de transporte de todo o mundo.

O avião ficou mais conectado, mas não necessariamente mais civilizado. Uma pesquisa encomendada pelo site especializado The Points Guy (TPG) à YouGov, com mais de 2.500 adultos nos Estados Unidos, mostra que 42% dos passageiros consideram que o comportamento a bordo piorou nos últimos cinco anos. E 52% dos que percebem essa piora apontam os próprios passageiros como os principais responsáveis.

O campeão das irritações é o barulho de celulares e outros dispositivos sem fones. Para 27%, conversas em voz alta ou vídeos e músicas reproduzidos sem fones são o comportamento mais incômodo durante o voo.

O ranking da irritação

1. Celular, vídeo ou música sem fones — 27%
É o principal gatilho de conflito. A reclamação ganhou força com a popularização das redes sociais, streaming e chamadas durante os voos.

2. Reclinar o assento sem cuidado — 21%
O problema não é necessariamente reclinar, mas fazê-lo sem verificar quem está atrás. 51% dizem que é aceitável reclinar na classe econômica desde que o passageiro confira antes se não está prejudicando quem está atrás. Apenas 10% consideram que o assento jamais deveria ser reclinado.

3. Tirar os sapatos
Os pés descalços continuam entre os comportamentos que mais provocam rejeição — especialmente quando o passageiro coloca os pés sobre espaços ou assentos de outros viajantes.

4. Furarem a fila para desembarcar
A pressa na saída também é malvista. 65% consideram que o correto é deixar o avião de forma organizada, fila por fila, da frente para trás.

5. Disputa pelo apoio de braço
A velha regra de que o passageiro do meio deveria ficar com os dois apoios de braço não convence quase ninguém: apenas 11% concordam que os dois apoios pertencem automaticamente ao passageiro do meio.

E fazer chamada durante o voo?
A questão divide os passageiros. 40% defendem que companhias aéreas proíbam chamadas telefônicas ou de vídeo durante os voos, enquanto 33% não apoiam a proibição. O debate já deixou de ser apenas uma questão de etiqueta.

Em fevereiro, a United Airlines incorporou ao seu contrato de transporte uma regra que exige fones para quem reproduzir áudio ou vídeo em dispositivos pessoais. Quem descumprir pode ser retirado do avião e, em determinadas circunstâncias, até impedido de voar novamente pela companhia.

Pijama pode. Mas nem tanto
Quando o assunto é roupa, os americanos são bem mais liberais. Mais de sete em cada dez consideram aceitável usar qualquer roupa confortável durante a viagem, incluindo roupas esportivas e peças normalmente usadas em casa. Apenas 9% defendem roupas mais formais.

O limite, porém, parece ser o pijama: só 1% considera aceitável viajar de pijama.

O dado que resume a pesquisa
A conclusão do levantamento é menos sobre criar novas regras e mais sobre recuperar a velha ideia de consideração pelo outro.

Apenas 12% dos entrevistados disseram não se incomodar com nenhum dos comportamentos avaliados. Ou seja: em um espaço cada vez mais apertado, conectado e disputado, pequenas atitudes passaram a ter grande impacto na experiência coletiva.

A lição do avião é simples: o passageiro não quer necessariamente mais regras. Quer menos gente esquecendo que há outras pessoas na poltrona ao lado.

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