Pivô de disputa interna entre Michele e Flavio, André Fernandes triplica patrimônio em quatro anos

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Presidente estadual do PL declarou R$ 1,2 milhão em bens à Justiça Eleitoral; em 2022, patrimônio informado era de R$ 354 mil

O deputado federal André Fernandes (PL) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,2 milhão para as eleições de 2026. O valor é 240% superior aos R$ 354 mil declarados pelo parlamentar em 2022.

A maior parte do patrimônio atual está concentrada em quotas de capital social de empresas, que somam R$ 840 mil. A declaração inclui ainda uma caminhonete de R$ 120 mil, um SUV de R$ 140 mil, um veículo utilitário leve de R$ 70 mil, a meação de um terreno avaliada em R$ 22,5 mil e R$ 11,2 mil em conta corrente.

Em 2024, quando disputou a Prefeitura de Fortaleza, André havia declarado R$ 378 mil em bens. Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Evandro Leitão (PT).

O salto patrimonial

A evolução declarada pelo deputado foi:

  • 2022: R$ 354 mil
  • 2024: R$ 378 mil
  • 2026: R$ 1,2 milhão

Entre 2022 e 2026, o patrimônio declarado cresceu aproximadamente 240%.

Na eleição de 2022, André informou dois terrenos, avaliados em R$ 45 mil e R$ 126,5 mil, além de dois automóveis, de R$ 21,6 mil e R$ 160,5 mil.

O outro campo de batalha

A declaração patrimonial ocorre em meio a uma disputa política que colocou André Fernandes no centro do racha do PL em torno da eleição para o Governo do Ceará.

Presidente estadual do partido, André articulou uma aproximação com o grupo de Ciro Gomes (PSDB) e lançou seu pai, Alcides Fernandes (PL), para o Senado.

A estratégia ganhou o respaldo de Flávio Bolsonaro e dos demais filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Do outro lado, Michelle Bolsonaro passou a defender Eduardo Girão (Novo) para o Governo e Priscila Costa (PL) para o Senado.

O ponto político: a disputa no Ceará transformou André Fernandes em uma das peças centrais da divisão interna do bolsonarismo no Estado. De um lado, a aliança articulada por André e apoiada por Flávio. Do outro, o palanque defendido por Michelle.

A divergência deixou de ser apenas uma discussão sobre nomes e passou a expor duas estratégias distintas para o PL cearense em 2026.

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