
A oficialização definitiva da federação União Progressista no Ceará deu um passo importante para reduzir as especulações sobre o futuro político do bloco no estado e consolidou, ao menos neste momento, um eixo mais próximo da oposição ao governador Elmano de Freitas (PT).
Até então, o cenário era considerado nebuloso nos bastidores. O União Brasil no Ceará estava provisoriamente sob o comando de um nome ligado ao governismo, enquanto integrantes alinhados à oposição conduziam as articulações da federação formada por União Brasil e Progressistas.
A homologação da composição estadual pela Justiça Eleitoral, oficializada na quarta-feira (27), acabou dando rumo político mais claro ao bloco.
A estrutura coloca Capitão Wagner na presidência estadual da federação e Roberto Cláudio na vice-presidência. O colegiado também reúne nomes como Dayany Bittencourt e Mauro Benevides Filho.
Federação vira ativo estratégico da oposição
A União Progressista passou a ser vista nos bastidores como uma das peças centrais das articulações oposicionistas para 2026, especialmente após o avanço das movimentações envolvendo uma possível candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará.
A composição reúne lideranças que transitavam entre diferentes campos políticos e alimentavam dúvidas sobre qual direção prevaleceria dentro da federação.
Com a decisão, o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, manteve o desenho político já alinhado anteriormente e consolidou a estrutura partidária no Ceará até 2029.
Camilo ainda evita encerrar disputa
Mesmo diante da consolidação do grupo ligado à oposição, o senador Camilo Santana (PT) afirmou nesta terça-feira (26), em entrevista ao PontoPoder, que ainda não descarta uma aproximação da federação com o grupo governista.
“A gente só joga a toalha quando encerra a partida, quando dá o apito final”, declarou.
A fala ocorreu um dia antes da oficialização da composição estadual liderada por Capitão Wagner.
Veja a composição do UB no Ceará






