13 parlamentares do Ceará apoiaram a PEC das Praias, enquanto 7 expressaram oposição; descubra quem são

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Foto: Gov. do Ceará

Em fevereiro de 2022, 13 representantes do Ceará endossaram a PEC das Zonas Litorâneas, enquanto outros sete expressaram oposição.

É relevante destacar que a aprovação da PEC ocorreu sob o mandato dos eleitos em 2018, cujos períodos se encerraram em 2022, refletindo a composição anterior da Câmara.

A maioria desses deputados, cerca de 300, foi reeleita e continua exercendo seus cargos na Casa Legislativa.

No primeiro turno de votação, 377 deram o seu apoio à proposta, enquanto 93 se posicionaram contra, havendo ainda uma abstenção.

Confira a votação dos cearenses e os seus partidos na época

A favor

AJ Albuquerque (PP);
André Figueiredo (PDT);
Capitão Wagner (PROS);
Eduardo Bismarck (PDT);
Heitor Freire (PSL);
Leônidas Cristino (PDT);
Pedro Augusto Bezerra (PTB);
Robério Monteiro (PDT);
Vaidon Oliveira (PROS).

Contra

Célio Studart (PV);
Denis Bezerra (PSB);
Genecias Noronha (Solidariedade);
Idilvan Alencar (PDT);
José Guimarães (PT).

Na segunda rodada de votação, que ocorreu algumas horas depois, o placar deu um salto, com um total de 389 votos a favor e 91 votos contra. Confira, novamente, como cada cearense votou.

A favor

AJ Albuquerque (PP);
André Figueiredo (PDT);
Capitão Wagner (PROS);
Dr. Jaziel (PL);
Eduardo Bismarck (PDT);
Heitor Freire (PSL);
Júnior Mano (PL);
Leônidas Cristino (PDT);
Mauro Benevides Filho (PDT);
Moses Rodrigues (MDB);
Pedro Augusto Bezerra (PTB) ;
Robério Monteiro (PDT);
Vaidon Oliveira (PROS).

Contra

Célio Studart (PV);
Denis Bezerra (PSB);
Genecias Noronha (Solidariedade);
Idilvan Alencar (PDT);
José Airton Félix Cirilo (PT);
José Guimarães (PT);
Luizianne Lins (PT).

Entenda a PEC

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que transfere a propriedade dos terrenos do litoral brasileiro do domínio da Marinha para estados, municípios e proprietários privados voltou a ser discutida no último dia 27 de maio, em audiência pública no Senado. Aprovado em fevereiro de 2022 na Câmara dos Deputados, a PEC estava parada na CCJ do Senado desde agosto de 2023.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o governo se opõe à proposta que possibilita a privatização das áreas de acesso às praias brasileiras e se compromete a trabalhar para eliminar essa disposição no projeto em análise na CCJ do Senado. “O governo é contrário à proposta da forma como está”, afirmou após uma reunião com o presidente Lula, no Palácio do Planalto.

“O governo se opõe a esse plano de privatização das praias brasileiras, que restringirá o acesso do público às praias e criará verdadeiros espaços privados e fechados. Vamos trabalhar contra na CCJ, há muito tempo ainda para discutir na CCJ, vamos esclarecer”, reiterou. “Acredito que a sociedade possa participar ativamente, vai participar ativamente. Foi realizada uma audiência pública que, de certa forma, teve um aspecto positivo ao trazer visibilidade ao assunto. Até Luana Piovani e Neymar discutiram sobre isso”, acrescentou Padilha.

Sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a PEC tem gerado controvérsias. Enquanto organizações ambientalistas alertam que sua aprovação pode prejudicar a biodiversidade do litoral brasileiro, o relator argumenta que a mudança é necessária para regularizar as propriedades localizadas nos terrenos da Marinha, que geram prejuízos aos municípios.

A proposta exclui o inciso VII do artigo 20 da Constituição, que estabelece que os terrenos de Marinha são de propriedade da União, transferindo gratuitamente para estados e municípios “as áreas destinadas ao serviço público estadual e municipal, inclusive as destinadas à utilização por concessionárias e permissionárias de serviços públicos”. Além das praias, a União detém a propriedade de margens de rios e lagoas sujeitas à influência das marés.

Para os proprietários privados, o texto prevê a transferência mediante pagamento para aqueles regularmente inscritos “no órgão de gestão do patrimônio da União até a data de publicação” da emenda à Constituição. Além disso, autoriza a transferência da propriedade para ocupantes “não inscritos”, “desde que a ocupação tenha ocorrido pelo menos cinco anos antes da data de publicação” da PEC.

Conforme o relatório do senador, permanecem como propriedade da União as áreas atualmente utilizadas pelo serviço público federal, unidades ambientais federais e áreas ainda não ocupadas.

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