
Por Edvaldo Araújo
edvaldo@focuspoder.com.br
Carmen Lúcia permitiu que o Excelso Pretório se apequenasse. Independente da decisão tomada nesta quinta-feira, 22, a respeito do HC impetrado pelo ex-presidente, a imagem que chegará a sociedade será de uma resolução política.
Desde a votação que definiu que o princípio da presunção de inocência poderia ser mitigado após condenação em segunda instância, o STF viu crescer ao seu lado uma insegurança jurídica, quando deliberações de Habeas Corpus viraram loteria, como afirma o Ministro Marco Aurélio, pois dependiam da interpretação pessoal do relator sorteado.
Pois bem, a história do País encaminhou como ninguém pensava. E nesta quinta-feira, o STF prepara-se para decidir sobre a possibilidade de Lula ser preso já a partir de segunda-feira, 26, quando o TRF-4 julga os embargos de declaração interpostos pela defesa do ex-presidente. E terá que fazer isso, em guerra. Com as vísceras expostas após um dia de telequete verbal ao vivo, para todo o Brasil.
E Carmen Lúcia, que teria o papel de intervir não o fez, nem nos bastidores nem diante das câmeras. Nesta tarde, terá que demonstrar uma liderança que nunca teve. Já não bastará conhecer bem o regimento.







