
E a quem o bispo reclama? O juiz Fernando Oliveira Samuel resolveu indeferir o pedido da defesa de Dom José Ronaldo Ribeiro, bispo afastado de suas funções na Mitra de Formosa (GO), que solicitava a inclusão do Papa Francisco como uma das 31 testemunhas de defesa. O bispo é um dos investigados na Operação Caifás, por suposto envolvimento em esquema de desvio de dinheiro e apropriação indébita de recursos da Diocese de Formosa.
“Quanto à carta rogatória, verifica-se que somente pode ser deferida a expedição se a parte interessada demonstrar a imprescindibilidade (CPP, art. 222-A). No caso, o nobre defensor do réu José Ronaldo não trouxe qualquer justificativa a respeito da oitiva das citadas testemunhas, inclusive uma delas na pessoa da Sua Santidade o Papa (Sr. Jorge Mario Bergoglio)”, afirma o Magistrado.
Em 19 de março, a Operação Caifás, do Ministério Público de Goiás (MPGO), resultou na prisão de nove pessoas acusadas de desviar dinheiro de paróquias vinculadas à Diocese de Formosa. Até o momento, os investigadores dizem ter comprovado a compra de uma fazenda de gado em Formosa, uma lotérica em Posse (GO), duas caminhonetes, joias e moedas estrangeiras. Os itens estão avaliados em ao menos R$ 1,4 milhão. Durante a execução dos mandados, agentes apreenderam R$ 156 mil em espécie – R$ 8 mil em moeda estrangeira. Os relógios de marca encontrados estão sendo avaliados para estimar o valor de cada peça.
Autorizado pelo Judiciário goiano, em 17 de abril, a responder o processo em liberdade, o bispo de Formosa tem preparado a defesa com advogados.
Processo Formosa







