
Como fez mal ao Judiciário brasileiro a transmissão pela TV das sessões do Supremo Tribunal Federal (STF). Cada voto, virou um flash. Na tarde desta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes gastou uma hora para dar seu voto na ADI que trata da doação de sangue por gays. Uma questão que deveria ser baseada exclusivamente em parâmetros técnicos e médicos que observem o interesse da coletividade.
Moraes seguiu o voto do relator, Edson Fachin, mas com desfecho diferente. Ou seja, uma interpretação “conforme”. No caso, fazer testes antes de disponibilizar o sangue doado. Para o relator Fachin, que na semana passada usou quase duas horas para expor seu voto, a regra do Ministério da Saúde, que proíbe a doação, é inconstitucional.
Trocando em miúdos, esse julgamento vai se arrastar. Cada voto tende a ser longo. A platéia boceja.







