
Por Fábio Campos
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A recepção dedicada a Jair Bolsonaro (PSL) em Fortaleza o diferencia de todos os outros pré-candidatos. Pelo menos os que estão soltos. Com a política e os partidos combalidos, somente Lula tem capacidade de mobilizar tanta gente. Porém, mesmo Lula teria que contar com um grande esforço de toda a esquerda, que inclui sindicatos, partidos, ongs e sua ampla área de influência.
Segunda, terceiro e quatro colocados nas pesquisas, Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) não são hoje capazes de gerar uma mobilização com a força espontânea que Bolsonaro demonstrou em Fortaleza.
O fato que a política precisa encarar é o seguinte: Bolsonaro “viralizou”, provoca paixões políticas e mobiliza simpatias de jovens que antes eram naturalmente atraídos pela esquerda mergulhada numa desgraça moral de difícil recuperação.
É gente que se sente acossada por um cotidiano marcado pela violência e que vê em Bolsonaro a solução para o problema que mais o aflige. Claro que o imenso desgaste da política empurrou milhões para o lado do deputado de sete mandatos e que fala como se político não fosse.
A caminhada pré-eleitoral de Bolsonaro se alimenta das redes sociais. Antipatizado pelas redações da maioria dos noticiosos, o dia a dia do candidato passa ao largo da cobertura tradicional, mas tem a adesão firme de uma nova militância de direita que se alinha com o discurso raso, porém de fácil entendimento e cheio de soluções geralmente erradas para problemas complexos (qualquer semelhança com Lula não é mera coincidência) que costuma ser proferido pelo deputado.







