
Gabriel Amora
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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o deputado federal cearense André Figueiredo, líder do partido na Câmara dos Deputados, tiveram uma reunião com o presidente eleito Lula (PT), em Brasília. Questionado sobre o encontro, Figueiredo apontou que foi apenas “uma conversa inicial”.
“O presidente manifestou um desejo de contar conosco do PDT e, obviamente, deixamos claro que o nosso apoio no segundo turno contra Bolsonaro (PL) independia de qualquer cargo no futuro”, explicou o cearense.
“Entretanto, anunciamos também, de forma pragmática, que estamos pronto para ajudar. E Lula reconheceu isso, visto que adotou algumas propostas programadas por Ciro Gomes (PDT) em seu plano de governo”, disse. “Ele sabe que pode contar com a gente. Vamos discutir como e quando que ele irá precisar”.
“E é importante lembrar que, além de nossa antiga aliança, Carlos Lupi sempre foi lembrado por Lula justamente por sua amizade pessoal. Isso faz com que ele nos queira por perto”, lembrou.
De acordo com a equipe de transição do petista, Lupi, o presidente da legenda, iria assumir o Ministério do Trabalho, uma vez que já comandou a função em governos anteriores. Exatamente por isso, segundo André, que o PDT não anseia esse cargo de novo.
“O Ministério do Trabalho não é a nossa prioridade. Podemos contribuir de outra forma. Lupi já assumiu essa função, ele já contribuiu com essa pasta. E, agora, ele quer outra coisa”, apontou Figueiredo quando perguntado sobre a veracidade dos boatos.
Em suas redes sociais, Lupi falou sobre o encontro. “Falamos com franqueza que o PDT não tem nenhuma exigência ou reivindicação ao governo Lula”, enfatizou. “Estaremos apoiando todas as medidas que protejam os trabalhadores e elevem os salários e o fim do teto de gastos para a área social”, finalizou o pedetista.
Lupi e Figueiredo estavam acompanhados do senador Weverton Rocha. O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que perdeu as eleições para governador do Ceará no primeiro turno para o petista Elmano de Freitas (PT), também está em Brasília, mas não foi ao encontro do presidente eleito.







