
Por Fábio Campos
Em discurso de quatro minutos e meio durante a convenção do PSDB que oficializou a candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República, no último sábado, Tasso Jereissati fez críticas indiretas a Ciro Gomes. Sem citar o nome do ex-aliado, o senador proferiu a seguinte fala:
“…É pela retidão, pela retidão! Quem é que tem uma vida igual a de Geraldo Alckmin, que há 30 anos mora no mesmo apartamento? Tem o mesmo patrimônio. Eu quero dizer uma coisa como testemunha. Eu não conheço nenhum, nenhum outro candidato que possa dizer isso. Nenhum… nem que possa dizer que tenha governado seu estado com tanta competência. Alguns governaram por três anos, no máximo. Outros foram até prefeito menos de um ano e nunca sequer conseguiram acabar as suas administrações em lugar nenhum”.
O sujeito oculto na fala pode ser identificado com base nas temporadas interrompidas de Ciro Gomes como prefeito de Fortaleza e como governador do Ceará. Pinçado por Tasso para ser candidato a prefeito de Fortaleza na disputa de 1988, Ciro foi eleito e passou 15 meses na Prefeitura. Assumiu em janeiro de 1989 e deixou o cargo no início de abril de 1990 para disputar o Governo do Ceará, na sucessão do próprio Tasso, que novamente bancou a candidatura.
Ciro ganhou a eleição de governador em 1990 e assumiu o poder em 15 de março de 1991. Deixou o Governo em 8 de setembro de 1994 para assumir o Ministério da Fazenda a convite do presidente Itamar Franco. Não sem antes ter conversado com Tasso Jereissati a respeito. Na Fazenda, ficou até a posse de Fernando Henrique Cardoso na Presidência em 1º de janeiro de 1995.
Na sequência de sua fala, o senador fez duras críticas ao PT. Ao elogiar Alckmin, Tasso disse o seguinte: “Quem é que tem a prova que sabe lidar com o Congresso, fazer governabilidade, fazer autoridade e não transformar o País num centro institucionalizado de corrupção?… Nunca teve, não é no Brasil, no mundo tanta corrupção quanto nos anos do PT, o que arrasou esse país e acabou o amor próprio desse País”.
Vejam o vídeo com o discurso de Tasso Jereissati.







