
Lorena Macedo
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Vereadores se pronunciaram nesta quarta-feira, 8, sobre novo pacote de medidas econômicas anunciado pelo governador Elmano de Freitas, que prevê corte de gastos e elevação de alíquota do ICMS.
O vereador Pedro Matos (PL) lamentou: “o que a gente esperava, era enxugar a máquina pública e reduzir os gastos e custos com o governo. Ele está fazendo o contrário”. Na ocasião, ele citou a criação de novos cargos e o aumento de 2% no ICMS. “Nós temos que falar sobre isso na Câmara Municipal, que a partir do momento que o Governo do Estado implementa essas medidas, a consequência também vem para os moradores de Fortaleza”, pontuou.
Jorge Pinheiro (PSDB) acrescentou ainda a falta que sente de uma repercussão maior na mídia sobre o assunto. “Quero ouvir aqueles que são partidários do PT para explicar esse pacote. A gente precisa ver medidas que de fato cortem gastos. Reforma administrativa para criar mais secretarias é um absurdo”, reforçou.
Concordando, o vereador Lúcio Bruno (PDT) disse que a medida de cortes de 300 milhões no Governo do Ceará é uma cortina de fumaça, citando: “a redução de 10% de funcionários terceirizados, 10% de gastos com viagens, 10% dos contratos de gestão com organizações sociais, 5% em contrato de material de consumo e 5% de contratos com cooperativas”. Ele explica: “paralelo a isso, mandou uma matéria de reforma administrativa para a Assembleia Legislativa criando várias novas 12 secretarias e 7 assessorias especiais. Além disso, ainda vai aumentar o ICMS em 2%”.
Danilo Lopes (Avante) concorda: “a gente lê com bastante tristeza esse aumento de ICMS que está vindo para o bolso do consumidor, para o bolso de quem emprega, que são os comerciantes do Estado. A gente pede que dentro da Assembleia os deputados enxerguem o que pode acontecer quando se vota o aumento de um tributo”.







