Lula: Precisamos demarcar terras logo antes que pessoas se apoderem dela

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Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou ser preciso, com urgência, demarcar terras indígenas no País. De acordo com o chefe do Executivo, também é preciso tirar os garimpeiros das terras indígenas e cuidar da Amazônia.

“A gente precisa demarcá-las terras indígenas logo antes que as pessoas se apoderem delas, inventem documentos falsos, escrituras falsas e dizerem que são donos da terra”, disse o presidente, na 52ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas, que ocorre nesta segunda-feira, 13, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. “Precisamos rapidamente tentar legalizar todas as terras que estão já quase que prontas nos estudos para que os indígenas possam ocupar os territórios que são deles.”

De acordo com ele, paralelamente, é preciso fazer a retirada de garimpeiros das terras. “Vamos tirar definitivamente os garimpeiros das terras indígenas, mesmo que tenha ouro na terra indígena. Aquele ouro não é de ninguém, está lá porque a natureza o colocou, portanto ninguém tem o direito de mexer naquilo sem a autorização dos donos da terra, que são os indígenas que lá moram e têm a terra legalizada”, pontuou.

Lula citou a importância de cuidar do clima e, assim, “mostrar que o mundo pode produzir alimento sem derrubar mais uma árvore da Amazônia”. O presidente disse que não há direito de derrubar árvores para plantar soja ou milho.

Diante da temática, o chefe do Executivo afirmou que está sendo articulado um encontro, ainda neste ano, com os presidentes do Equador, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia para debater a preservação da Amazônia.

No evento, Lula também anunciou que haverá forte investimento na saúde indígena, para que os povos recebam médicos sistematicamente. Ele falou em criar pequenos postos de saúde em cada aldeia indígena e a distribuição gratuita de remédios. “Cabe ao governo brasileiro a responsabilidade para que, além da consulta, exame e hospital, vocês tenham remédios.”

Ao final da fala, o presidente disse que não iria dançar um ritmo local, como havia prometido, por conta de uma dor na perna Segundo ele, a dor é por conta do futebol.

Agência Estado

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