
Equipe Focus
No Senado, é usual que os suplentes assumam as vagas dos titulares durante uma parte do mandato. Há momentos em que mais de um quarto da composição da Casa seja de suplentes. Não é incomum que um suplente passe anos a fio no exercício do mandato. Tal situação ocorre principalmente quando o titular ocupa um ministério ou quando, na eleição municipal seguinte, se eleja prefeito (dois anos depois) ou, quatro anos depois, governador.
Ficou conhecida a opção de muitos candidatos a senador, principalmente os favoritos, de indicar suplentes endinheirados. Era uma forma de garantir um bom financiamento da campanha do titular. Mesmo com severos limites de gastos estabelecidos pela legislação, continua a opção por suplentes de caixa alto.
Vejam o caso do empresário do ramo da educação, Prisco Bezerra. O primeiro suplente de Cid Gomes (PDT) só perde em patrimônio para Eunício Oliveira. Prisco declarou bens que totalizam mais de R$ 64 milhões. O segundo suplente de Cid, o empresário do ramo de revenda de automóveis, Júlio Ventura Neto, declarou possuir mais de R$ 13 milhões.
Gaudêncio Lucena, primeiro suplente e sócio de Eunício, também tem grande patrimônio, mas declarou possuir só 10% dos bens de Prisco. O mercado avalia que Gaudêncio tem muito mais que os cerca de R$ 6 milhões declarados. Porém, os bens costumam ficar no nome das empresas. Edmílson Bastos, o segundo suplente de Eunício, não fica muito atrás e declarou possuir um patrimônio de cerca de R$5,1 milhões.







