Por Fábio Campos
Quando há pontos potenciais geradores de desgastes, os políticos adotam ações capazes de criar anteparos que lhe permitam um discurso de defesa diante dos inevitáveis ataques dos concorrentes. É o que a crônica aprendeu a chamar de “criar vacinas”.
Várias das últimas ações Camilo Santana (PT) podem ser vistas como “vacinas”. Nesta terça-feira, por exemplo, o governador anunciou um concurso para contratar 1.496 policiais civis. Trata-se de uma velha demanda. Na mesma fala, Camilo disse que fará da Polícia Civil do Ceará “a melhor do Brasil”.
Na semana passada, outra vacina: o anúncio de uma ação urbana consorciada que, no fim das contas, aponta uma solução para a obra do aquário, uma das potenciais fontes de críticas dirigidas ao governador. Os estudos não foram nem sequer iniciados, mas o discurso está garantido.







