Atos golpistas: PGR dá parecer por liberdade de Torres, mas com tornozeleira

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O Ex ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno.

A Procuradoria-Geral da República concordou nesta segunda-feira, 17, com o pedido de revogação da preventiva do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso sob suspeita de omissão ante os atos golpistas do dia 8 de janeiro, à época em que era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos diz que, com o avanço das apurações sobre a ofensiva antidemocrática, Torres pode deixar Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) desde que siga medidas cautelares alternativas: uso de tornozeleira eletrônica; proibição de sair da capital federal; proibição de manter contato com os demais investigados; e manutenção do afastamento do cargo de delegado de Polícia Federal.

As duas últimas medidas – de proibição de contato com investigados e afastamento da PF – são consideradas ‘essenciais’ pelo , coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos na PGR, considerando o ‘grave contexto dos fatos investigados e a posição do requerente nos quadros da Administração pública’. “A intenção é evitar que o investigado possa utilizar de sua influência política para interferir no andamento da apuração”, anotou.

Torres é investigado por suposta conivência com os atos golpistas do dia 8 de janeiro. Na data em que os prédios do Supremo, Planalto e Congresso foram invadidos e depredados, o ex-secretário de Segurança Pública estava nos Estados Unidos. No dia seguinte, entrou de férias.

O aliado do presidente Jair Bolsonaro foi preso no dia 14 do mesmo mês, assim que retornou ao País. Antes a Polícia Federal fez buscas da residência do ex-ministro da Justiça, encontrando a chamada ‘minuta do golpe’ – rascunho de um decreto de intervenção no Tribunal Superior Eleitoral. O documento abasteceu ação de investigação eleitoral que pode tornar Bolsonaro inelegível.

O Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos vê indícios de que Torres tinha conhecimento das convocações de teor antidemocrático e da chegada de mais de 130 ônibus a Brasília. A PGR também destaca que relatórios de inteligência continham informações detalhadas sobre a convocação para os atos golpistas.

Agência Estado

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