
A executiva nacional do PDT decidiu por sete a zero e duas abstenções que haverá intervenção na seção do partido no Ceará. Foi uma dura derrota para a ala cidista que detém a maioria da sigla no Estado.
As duas abstenções foram de André Figueiredo, que está na presidência nacional do partido, e de Carlos Lupi, que, na prática, controla a sigla no Brasil.
A decisão da executiva funciona, na prática, como uma dissolução do comando do PDT no Ceará. Os pedetistas ligados ao senador Cid Gomes e ao presidente da Assembleia, Evandro Leitão, haviam convocado uma reunião para o próximo dia 7. Como esse grupo detém a maioria, era certo que o partido passaria a ser comandado pelos cidistas.
Nos bastidores, a expectativa é que a disputa vá agora também para a Justiça Eleitoral. Outra expetativa é que a decisão do PDT possa estimular a saída da ala cidista, concluindo de vez o racha do partido no Ceará.
O deputdo federal André Figueiredo explica: “Houve uma convocação ilegal de uma reunião do diretório pra destituir a atual Executiva Estadual”, relata. “Não existe previsão estatutária, em nenhum local, que justificasse essa convocação e, consequentemente, a Direção Nacional avocou para si a gestão do PDT no Ceará, neste momento, onde existem esses imbróglios esperando ser superados”, explicou Figueiredo ao sair da reunião.
Confira:
Ao desmontar a articulação da ala ligada a Cid Gomes, a decisão do PDT indica que André Fugueiredo deve continuar à frente do Partido no Ceará. A confusão no âmbito da sigla se arrasta desde a convenção que optou pela candidatura de Roberto Cláudio ao Governo, ano passado, em detrimento de Izolda Cela, que era a governadora.
A crise no PDT do Ceará mereceu um elucidativo comentário do articulista do Focus, Ricardo Alcântara. Leia aqui.
Cid não quer presidência do PDT, fala em “apaziguar” o partido e “entendimento” com André Figueiredo
Evandro Leitão: “Precisamos da liderança de Cid para remontar o partido”
Cid alfineta André Figueiredo: “A gente não faz política na imprensa”







