
O senador Cid Gomes (PDT), que recentemente assumiu a presidência da sigla no Ceará, apontou uma “desilusão” sofrida antes de ser convocado para pacificar a disputa pela presidência com André Figueiredo (PDT), presidente licenciado. Agora, no entanto, está “aberto a conversar com todos os quadros” da legenda.
O primeiro passo, segundo o senador, é encontrar o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Gardel Rolim (PDT), assim como outros vereadores da capital cearense para dialogar. Esses nomes, importante pontuar, são aliados do ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT), que segue na dura oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT), a quem Cid também busca uma aliança.
“O que eu defendo é que a gente reagrupe um conjunto de forças dos quais, em um momento, o PDT foi o protagonista e, no momento hoje, o PT é o protagonista no plano estadual”, disse.
Questionado sobre a eleição em Fortaleza, Cid antecipa que será necessário uma composição nacional para uma nova aliança entre PT e PDT. “Se depender dos municipais, não acontecerá. Só o engajamento dos estaduais, (…) também creio que não conseguirá dar conta. A única possibilidade em que enxergo, não com a imposição, mas colocando isso para uma estratégia nacional para o futuro, é o engajamento e envolvimento direto do Diretório Nacional do PDT com o Diretório Nacional do PT”, detalhou.
“Eu entendo Fortaleza como um município importante do Estado do Ceará e, mais do que isso, um município importante do Brasil. Eu digo também, com toda tranquilidade, que, se depender do diretório municipal do PDT de Fortaleza e do diretório municipal do PT de Fortaleza, a possibilidade de haver um entendimento é muito próxima de zero. Estou falando isso não é (como) um preconceito, é olhando para trás. Na eleição passada, os dois estiveram em campos opostos; na anterior à passada, os dois estiveram em campos opostos e, na anterior da anterior da passada, os dois lançaram candidatos”, falou ao Diário do Nordeste.







