
Vestido com a farda verde-oliva do Exército, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), compareceu nesta terça-feira, 11, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro e optou por permanecer em silêncio, o que frustrou os integrantes do colegiado.
A comissão tinha uma lista de 41 parlamentares inscritos para fazer perguntas ao militar na sessão. Em seis horas de audiência, no entanto, Cid se negou a responder a todas elas, incluindo as mais triviais, como idade, quantos filhos tem e se possuía dois celulares. Diante do silêncio, a CPMI aprovou requerimentos de quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário do tenente-coronel e de mais 20 investigados.
Cid foi questionado desde o início sobre sua relação com Bolsonaro e a possível ligação do ex-presidente com os ataques de janeiro. “Com todo respeito a Vossa Excelência, mas, dentro do escopo das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, sigo as orientações da minha defesa técnica e, com base em habeas corpus, vou me manter no direito de ficar em silêncio”, disse Cid. Ele repetiu a resposta a cada pergunta feita pela relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), e outros parlamentares.
Cid é investigado em oito inquéritos que tramitam no Supremo e na Polícia Federal. Um deles apura a participação do militar nos atos golpistas de janeiro. Em outra frente, é suspeito de fraudar cartões de vacinação contra a covid-19. Foi essa investigação que o levou à prisão, em maio. Ele está detido no Batalhão da Polícia do Exército em Brasília.
Agência Estado







