‘Blindagens’ de Lula deixam poucas opções para reforma ministerial

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Foto: Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para definir quais pastas estão disponíveis para a reforma ministerial que está em gestação. Os nomes que vão entrar parecem definidos: André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Os dois deputados se reuniram nesta semana com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em um encontro que, de acordo com relatos feitos ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, teve por objetivo tranquilizar os “ministeriáveis” de que suas cadeiras na Esplanada estão garantidas. Só falta definir quais são.

Outra indefinição envolve a presidência da Funasa. A fundação vinculada ao Ministério da Saúde, voltada à criação de programas de promoção e proteção à saúde, havia sido extinta em janeiro por uma medida provisória que perdeu a validade. Ontem o governo nomeou para o cargo o economista Alexandre Motta, servidor de carreira. Mas o economista é interino – o posto será ocupado em definitivo por um representante do Centrão, assim que o governo ajustar seus critérios de indicação política.

A incorporação de PP e Republicanos à base do governo é uma “tese consolidada”, conforme o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). Parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, também podem ter lugar na reforma. O problema é como fazê-la. Lula quer evitar a saída de mais mulheres do primeiro escalão, depois da troca de Daniela Carneiro por Celso Sabino no Turismo, e preservar ministros que não têm mandato. Essas condições deixam mais complexo o xadrez da reforma ministerial.

Pessoas que acompanham as discussões dizem que há “dezenas de possibilidades diferentes” sendo consideradas para a “dança das cadeiras” na Esplanada. A expectativa é a de que a nomeação dos indicados pelo Centrão ainda demore para acontecer, a exemplo do que ocorreu com Sabino, cuja confirmação demorou mais de mês. “O presidente não bateu o martelo, não deliberou nada, qual tamanho, para onde, nada”, disse Guimarães.

Responsável pela articulação política com o Congresso, Padilha também se reuniu com o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), que tenta evitar a saída de petistas da Esplanada. “Confio que o presidente Lula achará uma solução que contemple bem eles (Centrão) e mantenha bons espaços ao PT”, disse o parlamentar à reportagem.

Agência Estado

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